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Denúncia Jogos Olímpicos do Rio Corrupção Jogos Olímpicos Le Monde

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Presidente da comissão de avaliação dos Jogos de 2024 renuncia após suspeitas de corrupção

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O ex-atleta namibiano Frankie Fredericks, que renunciou à presidência da Comissão de Avaliação dos Jogos Olímpicos de 2014. Wikipedia

O ex-atleta namibiano Frankie Fredericks, cujo nome aparece na imprensa francesa associado a suspeitas de corrupção, anunciou nesta terça-feira (7) sua renúncia à presidência da Comissão de Avaliação dos Jogos Olímpicos de 2024, após revelações do jornal Le Monde sobre a investigação da justiça francesa de denúncias de suborno durante a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.


"Pedi demissão do cargo de presidente da Comissão de Avaliação dos Jogos Olímpicos de 2024 porque é essencial que o importante trabalho realizado pelos meus colegas seja considerado de forma justa e imparcial", afirmou Fredericks em um comunicado à agência AFP.

"Paris e Los Angeles são duas candidatas fantásticas e eu não quero ser um elemento perturbador nesta grande competição", acrescentou o ex-atleta. Membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) desde 2012, o ex-campeão mundial nos 200 m rasos diz que não vai participar da votação para a nomeação da sede dos Jogos Olímpicos de 2024 em setembro, em Lima, capital do Peru.

Na segunda-feira (6), a Federação Internacional de Atletismo (FIA) anunciou que Fredericks tinha sido substituído do grupo de trabalho sobre a reintegração do atletismo russo, acusado de doping institucionalizado.
Em um artigo deste sábado (4), o jornal francês Le Monde afirma que Frankie Fredericks recebeu um pagamento de US$ 299 mil dólares no dia da atribuição da sede dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro pelo Comitê Olímpico Internacional, em 2 de outubro de 2009, em Copenhague.

O ex-velocista garante que este pagamento foi feito "de acordo com um contrato datado de 11 de março de 2007", "relativo a um serviço prestado entre 2007 e 2011" e que o pagamento "não tem nada a ver com os Jogos Olímpicos."

O valor foi transferido pela empresa de Massata Papa Diack, filho do ex-presidente da FIA, Lamine Diack. Massata é acusado de ter recebido cerca de US $ 1,5 milhão do empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, três dias antes da votação que elegeu o Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.