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50 maratonas até os 50 anos é desafio de brasileiro que veio correr em Paris

Por Elcio Ramalho

Com mais de 55 mil inscritos, a maratona de Paris é considerada uma das cinco principais do circuito mundial e atrai todos os anos muitos brasileiros, entre corredores experientes e outros estreantes na modalidade.
 

Entre os veteranos está o comerciante londrinense Carlos Teixeira. Ele incluiu a capital francesa no grande desafio que impôs a si mesmo: “Eu tenho como objetivo este ano completar 50 maratonas até setembro, que é quando faço 50 anos. Coloquei isso como objetivo, estou nessa batalha”, afirmou.

“São números emblemáticos. Estava em uma fase de contusão, quase um ano sem correr e quando voltei, estava desmotivado. Tive a ideia de criar um objetivo e me veio isso na cabeça. Se Deus quiser, vou conseguir completar as 50”, diz, otimista. A deste domingo, em Paris, será a 11ª deste ano e a 41ª do currículo. Ele chegou em Paris depois de ter corrido a maratona de Roma, no domingo anterior.

Carlos começou a correr em setembro de 2006 para perder peso. Os 125 quilos o incomodavam e para nunca mais brigar com a balança, decidiu primeiro fazer caminhadas. No ano seguinte, correu sua primeira maratona e não parou mais, só em raras ocasiões.

“Na verdade eu não a escolhi. A maratona me escolheu. Comecei caminhando para perder peso, como muita gente faz. Uma hora a caminhada começou a ficar chata, comecei com umas ‘corridinhas’, veio a primeira prova de 10 km, depois a segunda… depois fiz a primeira maratona e viciei”, explicou.

“Por mais experiência que você tenha, cada maratona, cada corrida, tem uma história. Você larga sem saber se vai terminar. Cada vez que termina, é uma sensação de dever cumprido. Depois vem as metas de tempo. Mas o importante é você terminar bem e saudável”, conclui.

Para sua primeira maratona nas ruas da capital francesa, Carlos não estabeleceu um compromisso específico com o cronômetro: “Procuro correr sempre abaixo de quatro horas, mas sem meta de tempo”, avisa.

Carlos Teixeira, Alemir Sanches (centro) e Claudia Hauly, de Londrina (PR), que vão correr pela primeira vez a Maratona de Paris. . Foto: RFI Brasil

Carlos integra um grupo que veio de Londrina e vai ter como companhia a esposa Almeir Sanches, que correrá sua primeira maratona. “Comecei como um desafio, sem metas. Comecei com cinco quilômetros, foi indo gradativamente e vi que conseguia. Foi muito legal para mim e pretendo continuar. Estrear na maratona de Paris é tudo de bom”, comemora.

Claudia Hauly, professora de Letras e mestranda na Universidade de Londrina embarcou na proposta das amigas e Paris representa uma etapa para um desafio de longo prazo: “Pretendo competir em um Iron man. Fazer uma maratona, fará parte da preparação”, conta.

Triatleta, ela terá sua primeira experiência no percurso de 42,195 Km de uma maratona. Para isso, foram seis meses de preparação, o que significa motivação, dedicação e provação. “A gente acordava até de madrugada, às  4 horas da manhã para treinar. Abri mão de muitas coisas boas, de saídas, de chocolate. A maratona também é uma disciplina de treino”, afirma. “Tem que estar muito preparado, não faltar a nenhum treino, tem que dormir cedo, fazer dieta. É preciso deixar várias coisas de lado para correr”, garante.

Com apoio da família

Outro estreante brasileiro da maratona parisiense é o engenheiro mecânico Leandro Pereira de Mello, 39 anos, de Volta Redonda. Ele também começou a correr para perder peso, uma necessidade para também combater o cansaço e o estresse no trabalho. Em 2010, conta, chegou a pesar 103 quilos, e perdeu 21 quilos em um intervalo de apenas seis meses.

“Desde então, comecei a participar de uma corrida ali, outra aqui, sempre no Brasil. Fui aumentando as distâncias e tomei gosto. Na medida em que a gente ganha confiança e condicionamento físico, quer aumentar. Comecei com 5 quilômetros, depois foram 10 e um dia quis fazer uma de 42. Agora que consegui, quero mais”, diz.

Depois de correr sua primeira maratona no Rio de Janeiro, em 2015, se entusiasmou e Paris é sua terceira prova. Por causa de uma lesão no joelho, que o prejudicou na preparação, ele preferiu não estabelecer metas precisas, mas pretende concluir o percurso entre três horas e meia e quatro horas.

Leandro Mello (à dir.) e os familiares, em Paris. Foto: RFI Brasil

Como em todas as viagens que faz, traz uma torcida especial: a esposa, os tios e a filha, Valentina. “Sempre procuro conciliar viagens, corridas e diversão para a família. Mas o objetivo maior é continuar correndo e fazer as grandes maratonas ao redor do mundo”, afirma.
 

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