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Uefa deve impor punições para Lyon e Besiktas por violência entre torcedores

Por Elcio Ramalho

O primeiro jogo das quartas de final da Liga Europa entre Lyon e Besiktas na quinta-feira (13), que terminou com vitória de 2 a 1 para o clube francês, foi ofuscado pela violência registrada momentos antes da partida disputada no Parc OL, em Lyon.

Diante da gravidade dos incidentes, a Uefa decidiu na sexta-feira (14) abrir investigações disciplinares contra os dois clubes. O Lyon é visado por falhas na organização para separar os torcedores das duas equipes e também pela invasão dos lionenses depois do segundo gol do time. O Besiktas será punido pelo lançamento de projéteis pelo público. As datas das audiências e do veredito não foram anunciadas.

As diretorias dos dois clubes se acusam mutuamente de responsabilidade nos incidentes considerados graves. O Lyon acusou os torcedores do Besiktas de ter iniciado a violência. Anne Saladin, responsável pela segurança do estádio, explicou que cerca de 50 torcedores do Besiktas forçaram a entrada e estiveram na origem dos incidentes.

“Infelizmente, não conseguimos conter o grupo de torcedores. Tínhamos mais de 1.000 agentes de segurança no estádio, um dispositivo comparado a um jogo da Eurocopa. Era impossível colocar mais agentes. A vontade dos torcedores era tanta que, de qualquer forma, eles iriam conseguir o que queriam. Eram mais de 700 policiais nos arredores do estádio. Mas a confusão era geral onde havia torcedores turcos. Mesmo com mais policiais, não poderia ter sido evitado porque eles estavam muito dispostos a fazer o que fizeram”, afirmou.

O presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, denuncia uma cumplicidade das pessoas que compraram os bilhetes revendidos pela Internet ou mesmo no local da partida. Elas teriam permitido o acesso de torcedores ao Parc OL, principalmente turcos vindos da Alemanha, que são proibidos de entrar em estádios europeus. O cartola diz que o ataque foi muito bem organizado e premeditado. E cita a capacidade dos torcedores turcos de dissimularem objetos proibidos de entrada nos estádios.

“Os artefatos pirotécnicos podem ser escondidos nas partes íntimas. Diante do grande número de torcedores, a ação foi muito bem organizada. Vimos depois do primeiro gol do time turco - e nunca havia visto isso antes em um estádio - um número incrível de sinalizadores. Foram tantos que a Uefa não poderá deixar de reagir. Mesmo que, de uma maneira geral, a responsabilidade sobre a segurança seja do clube que recebe, quando se está diante de uma maré humana que não estava prevista, que não tinha ingresso e contou com a cumplicidade de outros torcedores que forneceram os ingressos, como ficou demonstrado nas câmeras de vídeo e observado pelos policiais, ficou clara a nossa boa intenção e que o clube fez o máximo para que as coisas não extrapolassem”, disse.

Medo de agressões

Mas a situação extrapolou. Projéteis foram lançados das arquibancadas reservadas a mais de 20 mil torcedores do Besiktas contra a torcida adversária. Com medo de ser agredidos, milhares de torcedores lionenses abandonaram a tribuna sul do estádio e invadiram o gramado para se proteger. A chefe de segurança do Lyon, Annie Saladin, explicou que houve uma operação conjunta entre os agentes de segurança com os policiais para reverter a situação.

“Os agentes identificaram o grupo que deveria ser retirado. Os policiais entraram nas arquibancadas, algo que normalmente não fazem porque poderia ter uma incidência maior para o público em volta. m mas conseguiram entrar e retiraram educadamente o grupo para fora do estádio e de maneira que não pudessem se reunir em outro lugar”.

O presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, entrou no gramado para convencer os torcedores a voltarem às arquibancas. Disse ter usado sua credibilidade para mostrar segurança e por isso decidiu assistir o primeiro tempo da tribuna, segundo ele, ao lado de torcedores feridos e ensanguentados. Havia o risco de que o clube poderia ser punido caso a partida tivesse que ser adiada. Aulas defendeu o estádio Parc OL, inaugurado para a Eurocopa do ano passado.

“Fizemos um estádio feito para as famílias e para o futebol como gostamos de ver. Felizmente esse estádio tinha possibilidade de abertura da tribuna Sul pois permitiu aos torcedores se refugiarem no gramado diante dos bombardeios que estavam sofrendo nas arquibancadas com sinalizadores e bombas artesanais”.

Torcedores detidos

No total, 12 torcedores do Besiktas e do Lyon foram detidos para investigação por causa dos incidentes que provocaram um atraso de 45 minutos no início do confronto, algo raro em uma partida da UEFA.

Em campo, o jogo aconteceu normalmente e terminou com a vitória de virada do clube lionês, por 2 a 1. Mas depois do apito final no Parc OL, outro confronto continuou nos bastidores. Trocas de acusações mútuas entre as diretorias dos dois clubes. Na saída do estádio, Jean-Michel Aulas defendeu medidas exemplares contra o time turco:

"O que temo para o clube é que os incidentes voltem a se repetir se a UEFA não adotar medidas firmes contra o clube turco Besiktas. Por um lado, o clube aceitou a infiltração no meio de sua torcida de torcedores vindos da Alemanha e proibidos de entram em estádios como fomos informados. E, por outro lado, temo que o futebol perca público. Quando fazemos um estádio que é ultra moderno temos todos os meios de comprovar. Temos imagens de câmeras de vídeo que demonstram a responsabilidade total dos torcedores do clube turco”, declarou.

Na sexta-feira, dia seguinte ao jogo, a direção do Besiktas rejeitou qualquer responsabilidade no incidente de Lyon e diz que o time francês é que deve ser punido. O porta-voz do clube Metin Albayrak, disse à agência de imprensa Anadolu que o clube que recebe é o responsável pelo esquema de segurança".

A expectativa é que UEFA se pronuncie e anuncie sanções antes do jogo de volta entre as duas equipes, na próximo quinta-feira, na Turquia.

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