rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Esportes Campeonato Mundial Marcha

Publicado em • Modificado em

Caio Bonfim ganha bronze na marcha atlética, no Mundial de Atletismo

media
Caio Bonfim beija a medalha de bronze conquistada no Mundial de Atletismo em Londres, em 13 de agosto de 2017 Reuters/Toby Melville

O atleta olímpico brasileiro ganhou a única medalha do Brasil neste Mundial do Atletismo em Londres. Chegou em terceiro nos 20 quilômetros da marcha atlética masculina, neste domingo (13).


Colaboração de Carlos Pizarro, redação espanhola da RFI

"Esta medalha é muito importante para a marcha no Brasil. Esta medalha serve para o esporte ser mais popular, já que não é muito. Essa medalha é um símbolo". Esta foi a primeira declaração de Caio, ao terminar a prova.

"Não é fácil ser atleta no Brasil. Estamos em crise, com muitos problemas, então por isso é mais um símbolo que uma medalha", insistiu.

Caio conseguiu o novo recorde brasileiro, com 1 hora 19 minutos e 4 segundos de prova, sendo superado apenas pelo colombiano Eider Arévalo (1h18:53) e o russo Sergei Shirobokov (1h18:55), que disputa o Mundial como independente, devido à suspensão do país por caso de doping.

Popularizar a marcha atlética

Caio Bonfim salvou o Mundial para o Brasil, que não tinha conquistado nenhuma medalha em Londres até agora.

"Meu pai sempre falou que nosso objetivo era popularizar a marcha atlética. E de todo o preconceito com essa categoria, meu pai sempre falou que a ginástica sofria isso, hoje olha o que é... O vôlei, na década de 90, sofria a mesma coisa e depois com as medalhas conseguiu se impor. O Brasil só vai valorizar quando você conseguir bons resultados e tenho certeza que para a marcha atlética esse foi um bom resultado. Agora, acho que todos os atletas do Brasil que vieram mereciam medalhas, eu sou só um símbolo, só um metal, esse Mundial foi muito duro...", disse Bonfim, lembrando que seu pai e sua mãe são seus treinadores, e que a aventura começou aos 16 anos.

"Este resultado é um grande presente para o meu pai, qualquer resultado que eu fizesse seria um grande presente pra ele", diz, feliz, o atleta olímpico.