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A “fábrica” de campeões olímpicos da França prepara geração para 2024

Por Elcio Ramalho

A "fábrica" de campeões olímpicos na França tem nome e endereço bem conhecidos: INSEP, Instituto Nacional do Esporte, da Expertise e da Performance. No coração da Floresta de Vincennes, na região sudeste de Paris, foi montada a imensa estrutura espalhada por uma gigantesca área de 28  hectares que acolhe e prepara diversas gerações de esportistas de alto nível.

Na entrada, posters gigantes dos atletas medalhistas nas Olimpíadas do Rio de 2016 dão as boas vindas aos visitantes e principalmente aos atletas, franceses e estrangeiros. O INSEP abriga estruturas de treinamento para esportistas de alto rendimento em todas as modalidades olímpicas e paralímpicas, coletivas e individuais.

São 26 pólos de excelência. Além de quadras, complexos esportivos, campos de futebol, pistas de atletismo e piscinas, a estrutura conta com alojamentos para os esportistas franceses e também dos atletas estrangeiros que participam de estágios e parcerias entre comitês olímpicos. Atualmente, o INSEP acolhe 570 esportistas franceses e 240 de parcerias.

Uma vez por ano, o Instituto abre suas portas para mostrar o seu funcionamento ao grande público. Foi a ocasião de ver parte de uma estrutura que trabalha com os atletas identificados em competições nacionais que têm potencial de alto nível.

Instalações para atletismo e ginástica no interior do Insep RFI/E. Ramalho

Malik Bouziane, responsável da equipe de boxe juvenil da França treina no INSEP os jovens que passam para a categoria sênior.  “Os atletas que vêm aqui, normalmente vão aos Jogos Olímpicos”, diz.  O foco é no esporte, mas como na maioria jovens em idade escolar, os estudos são adaptados ao ritmo de treinamento.

“Eles têm as melhores condições para atingir o duplo objetivo: o esporte e também os estudos. Essas condições ideais significam ter uma grande infraestrutura e uma organização em relação aos seus estudos. Eles podem treinar duas vezes por dia, o que não é pouco. Eles comem e dormem aqui, pode se beneficiar de um status de esportistas de alto nível que lhes permitem, por exemplo, competir no exterior, participar no estágio e depois recuperarem as aulas, fazer provas mais tarde. Há muitas vantagens de ser esportista de alto nível”, afirma.

Malik treina jovens entre 15 e 18 anos, ou seja, a geração que vai estar em seu nível mais forte durante os Jogos de 2024. “Para eles é um sonho, principalmente depois dos Jogos do Rio quando a França conquistou seis medalhas. Temos muitos embaixadores e exemplos que elevam o nível do grupo. Eles têm vontade de ganhar muitas medalhas, mas lutar em casa não deve ser uma pressão extra, mas claro, todos esperam muito deles”, afirmou.

Jordan Rodriguez, francês de origem espanhola, tem 20 anos. Há dois treina no INSEP depois de ter seu talento reconhecido e identificado durante o campeonato francês de boxe.

“O caminho é longo para chegar aqui, mas é apenas o começo. Aqui é preciso treinar muito e progredir porque tem uma geração atrás que vem com força. A carreira de um atleta é muito curta. A geração depois avança cada vez mais rápido e é preciso estar sempre preparado. Meu objetivo é Tóquio 2020, mas é claro que 2024 é uma motivação extra porque lutar diante do público de seu país e motivador”.  

Zidani Amina é da região de Havre, norte da França. Aos 24 anos, ela é uma das internas no INSEP, e faz parte da equipe de boxe inglês. “Como interna no INSEP, temos todo o material à disposição. No meu clube, o problema é que não havia muitas garotas com quem treinar no meu nível. O fato de estar no INSEP, a equipe francesa investe em tudo até para trazer lutadoras de outros países, garotas do mesmo nível que o meu, que permitem que treinemos melhor e melhorar”, afirmou.

“É uma vida muito agitada. Estudamos pela manhã, guardamos nosso material e treinamos logo na sequência. Depois tomamos banho, comemos e voltamos para as aulas e voltamos a treinar. É um ritmo a mil Km por hora. Não descansamos nunca. Temos uma rotina adaptada para poder conciliar o esporte e os estudos porque é preciso também pensar após a carreira”, diz.

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