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“É jogo de Copa do Mundo”, avisa Tite sobre amistoso do Brasil contra o Japão

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Tite: "Meu tempo na Seleção equivale a três meses num clube brasileiro". REUTERS/Pascal Rossignol

Na sua penúltima partida amistosa em 2017, a seleção brasileira enfrenta nesta sexta-feira (10) o Japão, na cidade de Lille, no norte da França. Para o técnico Tite, o jogo é mais do que um teste. É para valer.


Classificado com folga nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, a seleção brasileira poderia agora relaxar à medida que Tite faz modificações na escalação da equipe, confirmando algumas posições e alterando outras.

Mas não é assim que o ex-técnico do Corinthians quer que os jogadores encarem este período de amistosos que precede a Copa da Rússia.

“Terminei o treino com um exercício de imaginação. Imaginem que agora é Copa do Mundo, amanhã temos que simular um jogo da Copa. São duas equipes, Brasil e Japão, que já estão no mundial”, disse Tite em entrevista coletiva após o treino desta quinta-feira (9).

Relação com os clubes europeus

A relação da CBF com os grandes clubes europeus sempre foi complicada. Com quase todos os jogadores trabalhando na Europa, Tite precisa aproveitar cada minuto que tem junto aos selecionados para sintonizar a equipe.

“O pouco tempo é desafiador, (pois tenho) poucos jogos. O tempo que eu tenho na Seleção Brasileira equivale a menos de três meses num clube brasileiro. Procuro fazer essa avaliação (dos jogadores), acompanhando também o trabalho nos clubes, nos jogos e nos treinos aqui na Europa. Além disso, eu preciso manter uma relação de transparência com os clubes. O Liverpool, por exemplo, pediu autorização para que uma pessoa deles acompanhasse a recuperação do Coutinho aqui na Seleção. Nós concordamos. Precisamos manter essa boa relação”, concluiu Tite.

Invicta perante o Japão

A seleção brasileira já jogou 12 vezes contra o Japão, acumulando dez vitórias e dois empates. Dos 12 jogos, foram três na Copa das Confederações, um pela Copa do Mundo de 2006 e oito amistosos.

“Muda a caraterística dos jogos que tivemos nas eliminatórias da América do Sul. O Japão é uma equipe de maior mobilidade, sai da ação defensiva para a ofensiva com velocidade, tem pivô de infiltração por detrás, tem jogo apoiado, muita triangulação. Características diferentes de equipe que vai demandar um alto nível de desempenho, nos forçando a nos ajustar ao adversário”, comentou Tite.

A equipe japonesa não terá à disposição três de seus jogadores mais conhecidos: Shinji Kagawa (Borussia Dortmund), Shinji Okazaki (Leicester) e Keisuke Honda (Pachuca), não convocados por Halilhodzic por considerar que não estão na melhor forma.

Além de Gotoku Sakai (Hamburguer SV), o Japão conta com outros jogadores com experiência no futebol europeu, como o lateral Yuto Nagatomo (Inter de Milão), o meia Makoto Hasebe (Eintracht Frankfurt) e os atacantes Takuma Asano (Stuttgart) e Takashi Inui (Eibar).