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CBF Corrupção José Maria Marín Fifa Propina Futebol

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Tribunal de Nova York condena ex-presidente da CBF por corrupção

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José Maria Marin, em frente ao tribunal de Nova York. REUTERS/Stephen Yang

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e o ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Juan Angel Napout, foram considerados culpados por associação para delinquir, fraude bancária e lavagem de dinheiro, nesta sexta-feira (22), durante julgamento do escândalo de corrupção que sacudiu a Fifa.
  


Após sete semanas no tribunal e seis dias de deliberações, o júri de Nova York não tirou conclusões sobre se o terceiro acusado, o ex-presidente da Federação Peruana, Manuel Burga, é culpado ou não da acusação de associação para delinquir.

Marin, que comandou o futebol brasileiro entre março de 2012 e maio de 2015, foi declarado culpado em seis dos sete delitos dos quais era acusado, por aceitar subornos em troca de contratos de transmissão e marketing em jogos da Libertadores e da Copa América.

Por outro lado, o júri absolveu o brasileiro da acusação de conspiração de fraude bancária ligada à Copa do Brasil.

Napout, por outro lado, foi declarado culpado em três das cinco acusações: associação para delinquir e duas acusações de fraude bancária relacionadas à Copa América e à Libertadores.

Os três acusados são os únicos de um total de 42 que insistiam em suas inocências, após extradição para os Estados Unidos onde estão em prisão domiciliar.

Quanto levaram de propina?

Segundo a procuradoria, Napout, Marin e Burga entraram em acordo para receberem, respectivamente, US$ 10,5 milhões, US$ 6,55 milhões e US$ 4,4 milhões em subornos de empresas esportivas, entre 2010 e 2016.

Os acusados, presentes no tribunal, escutaram o veredito de maneira séria e sem demonstrarem reações. Os filhos de Napout e sua esposa, visivelmente nervosos, eram os únicos familiares dos acusados no tribunal.

A juíza Palme Chen, responsável do caso Fifa, vai decidir a sentença dos condenados. Os advogados dos acusados podem apelar a decisão do júri.

 

(Com agência AFP)