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Competição de esqui para brasileiros nos Alpes Franceses chega à 5ª edição

Por Elcio Ramalho

Com uma estimativa de reunir 60 brasileiros dispostos a encarar uma semana de competição e eventos na neve, a edição 2018 da Braskicup vai ser realizada entre os dias 22 e 26 de janeiro em um das estações de esqui mais badaladas da França.

A proposta de criar uma competição amadora focada no público brasileiro é do hotel La Sivolière, localizado na estação Courchevel 1850, nos Alpes Franceses.

Na estreia, em 2014, foram 19 participantes, o que animou os organizadores do evento. Ao longo dos anos o interesse foi crescente e o número de competidores nesta edição deve ser 10% maior do que no ano passado.

“Estamos em um nicho do nicho. Brasileiro que esquia e que vai estar em Courchevel 1850 na temporada e na semana do evento, ou seja, conseguir reunir esse grupo e que tenha, ainda por cima, o espírito de competição é um desafio”, diz Carla Moura da Lats, empresa especializada em turismo de alto padrão e promotora do evento.

O evento tem o apoio da Escola Francesa de Esqui e do domínio esquiável e acontece na pista Emile-Allais, uma das mais conhecidas dos Alpes. “A produção é como a de um verdadeiro campeonato de esqui e em uma das pistas mais conceituadas e carismáticas, onde acontecem vários campeonatos nacionais de esqui. É uma oportunidade única, participar de uma competição sem ser profissional”, afirma Carla.

O sucesso do evento também está relacionado com a qualidade da neve e neste ano, como nos anteriores, as pistas estão com condições muito boas, segundo a organização do evento.

Entre as novidades da 5ª edição está a separação de duas categorias, de esqui e snowboard, para atender as demandas de participantes.

“Existe um grande número de turistas brasileiros e entusiastas do snowboard. Em uma descida Giant Slalom não tem como competir no esqui e no snowboard. Separamos estas duas categorias. A competição vai ser mais justa. Os esquiadores vão competir com esquiadores e os snowboarders com snowboarders”, explica.

Outra mudança na competição para torná-la mais dinâmica é permitir que os esquiadores façam duas descidas, mas em paralelo, ou seja, "vai poder ter o enfrentamento individual entre duas pessoas”, conta.

A embaixadora escolhida para esta edição da Braskicup foi a campeã brasileira e sul-americana de snowboard Nathali Oliani. Ela acredita que sua experiência de nove anos como atleta de alto nível tenha contribuído para ser também a influenciadora dessa competição.

“Como é uma competição amadora, vou abrir a pista, incentivar o pessoal que vai competir e orientá-lo. Vou tentar colocar em prática toda a experiência que tenho, conversar, tentar deixá-los mais calmos. Colocar o que eu vivi na prática, mas de uma forma diferente”, afirmou.

Atualmente médica do esporte e nutróloga, Nathali também observa um aumento crescente do interesse de brasileiros por esportes na neve, principalmente do esqui e snowboard. "Em São Paulo algumas clínicas desenvolveram trabalho e protocolos específicos de treinamento e reabililitação para as pessoas irem à neve e não se machucarem, principalmente para quem faz esqui e o snowboard, que são esportes bem específicos”, afirma.

De crianças a veteranos

O perfil dos participantes da Braskicup é variado, com crianças de 10 anos até veteranos, acima de 70 anos. Por isso, foram criadas duas categorias, de junior e adulto, a partir dos 16 anos.

Além de novidades na competição, os organizadores conseguiram armar eventos paralelos na programação semanal, o que inclui a presença das Dj’s Marina Muniz e Ornella Maggi que irão animar almoços e a premiação.

“A paixão dos brasileiros tem se intensificado nos últimos anos. Courchevel está bem posicionada no mercado brasileiro e acaba, naturalmente, sendo o destino prioritário quando o brasileiro pensa em esquiar na Europa”.  

Apesar de ser voltada para os brasileiros, a Braskicup não é uma competição exclusivamente para os representantes do país. Ela é aberta para estrangeiros, autorizados a participar de provas principalmente em grupos. No entanto, uma eventual vitória não garante acesso à prêmios. “O pódio é reservado exclusivamente aos brasileiros. É uma questão estratégica. O objetivo do hotel La Savolière é se consolidar como referência ao mercado brasileiro”, justifica Carla Moura.

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