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Fórmula 1 GP

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Para Ecclestone, tirar "grid girls" das corridas é "puritanismo"

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Lewis Hamilton molha grid girls com champanha para celebrar vitória em Xangai, em 2015. REUTERS/Carlos Barria/File Photo

 Bernie Ecclestone, homem-forte da Fórmula 1 durante décadas, classificou de "puritana" a decisão dos novos proprietários da categoria de banir o uso de "grid girls" para animar as corridas.


"O país neste momento está se tornando um pouco puritano", declarou o empresário britânico de 87 anos.

"É preciso permitir a presença de 'grid girls', porque os pilotos gostam, o público gosta e isso não incomoda ninguém. Estas meninas eram parte do espetáculo".

"Não consigo ver como uma garota bonita em frente a um carro de F1 pode ofender alguém", insistiu.

O grupo americano Liberty Media, que comprou de Ecclestone os direitos da F1 em janeiro de 2017, anunciou na quarta-feira que iria abolir a presença de modelos que eram contratadas para animar as torcidas.

Entre as funções das "grid girls" estavam a de usar roupas promocionais, segurar guarda-chuvas ou nomes dos corredores no grid de largada.

Essa tradição "não corresponde aos valores defendidos por nossa marca e está claramente em contradição com as normas sociais atuais", explicou o diretor comercial da F1, Sean Bratches.

Grupos feministas criticaram o uso destas jovens modelos como "mulheres-objeto" em Grandes Prêmios.