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Crianças vão substituir “grid girls” na Fórmula 1

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Crianças vão substituir as "grid girls", que seguravam guarda-chuvas ou nomes dos corredores no gride de largada. JUAN MABROMATA / AFP

Após anunciarem na semana passada a abolição das “grid girls”, os proprietários da Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revelaram nesta segunda-feira (5) quem vai substituir as jovens modelos nas pistas de corrida. A partir de agora, crianças serão usadas para acompanhar os pilotos antes da largada.


A presença dos "grid kids", escolhidos por méritos ou por sorteio em clubes locais de automobilismo, deve "tornar as cerimônias que antecedem as corridas mais interessantes para os torcedores, especialmente os mais jovens", explicaram as duas entidades em comunicado. O grupo americano Liberty Media, que tem os direitos comerciais da categoria desde 2017, tenta reinventar a categoria e torná-la mais atrativa para o público jovem.

A Liberty Media avalia que a antiga tradição de modelos no gride de largada "não corresponde aos valores defendidos por nossa marca e está no caminho oposto às normas sociais atuais", explicou na última quarta-feira (31). A prática, aliás, já havia sido alvo de grupos feministas, que criticaram o uso destas jovens modelos como "mulheres-objeto" em Grandes Prêmios.

A decisão chegou a ser abertamente contestada por Bernie Ecclestone, homem-forte da Fórmula 1 durante décadas, que vendeu os direitos da corrida para a Liberty Media em janeiro passado. "O país neste momento está se tornando um pouco puritano", declarou o empresário britânico de 87 anos. "Não consigo ver como uma garota bonita em frente a um carro de F1 pode ofender alguém", insistiu.

A mudança também coincide com após a aparição do movimento #MeToo (#EuTambém), no qual mulheres de todo mundo denunciaram a violência sexista.

(Com informações da AFP)