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Brasil tem estreia de atleta feminina nas Paralimpíadas de Inverno

Por Elcio Ramalho

Com três atletas nos Jogos Paralímpicosde Peyongchang, na Coreia do Sul, o Brasil não apenas aumentou sua presença na competição, como levou pela primeira vez uma mulher a disputar modalidades esportivas de inverno.

Aline dos Santos Rocha, escolhida porta-bandeira do país na cerimônia de abertura dos Jogos, já entrou para a história como a primeira mulher a representar o Brasil nas Paralimpíadas de Inverno.

“Para mim é uma honra imensa ser a primeira mulher brasileira a participar dos Jogos Paralímpicos de Inverno, mas também é uma responsabilidade bem grande. Eu espero representar bem, ter uma boa colocação não só para mim, mas para poder incentivar outras mulheres, mostrar que participar desses esportes de inverno não é tão difícil”, afirmou.

Antes de 2016, ano que competiu nos Jogos do Rio, Aline não pensava em praticar uma modalidade de inverno, mas depois de uma reunião no final do ano com a Confederação Brasileira dos Desportos na Neve (CBDN), mudou de ideia.

“Em outubro, demonstrei interesse e em dezembro já participei do meu primeiro camping na neve, na Suécia”, lembrou a atleta de esqui cross-country.

Aline, de 27 anos, tinha receio de que sua falta de sensibilidade nas pernas devido à lesão medular pudesse comprometer sua adaptação com a neve, mas se surpreendeu: “Foi rápido, me adaptei super bem, na primeira semana já consegui esquiar, mas não conseguia me levantar das quedas”.

Depois de treinos e competições na Alemanha e Canadá, Itália e na Finlândia, conseguiu melhorar “absurdamente” seu tempo e desempenho nas curvas e subidas.

Em Peyongchang, Aline irá competir no dia na prova de longa distância, de 12 km, e de média distância, de 7,5 km, além dos sprints de 1,5 e 1,1 km. “Venho de uma preparação muito boa. Não sei que colocação vou ficar, mas a minha meta é ficar entre as Top 10”, acredita.

Mais novo dos jogos

Além de Aline, estreia em Paralimpíadas de Inverno Cristian Ribera, de apenas 15 anos, também no cross-country. Ele é uma das apostas do Comitê Paralímpico Brasileiro nos esportes de neve. Apesar da pouca idade e da estreia, ele não se sente pressionado. “Ser o mais novo para mim é uma grande honra. Tenho que levar numa boa e saber usar essa juventude para aprender”, diz.

Cristian começou no esporte de inverno há três anos em Jundiaí, interior de São Paulo, em um projeto de parceria entre a CBDN e o projeto Agitos. Ele foi um dos escolhidos para seguir carreira e conquistou sua vaga olímpica depois de resultados expressivos, como um 4° lugar na Copa do Mundo. “Ninguém esperava, mas já que eu consegui, foi fruto de um bom trabalho e de um bom treinamento”, destaca.

Na Coreia do Sul, Cristian vai competir na categoria esqui cross-country LW 11 e vai disputar a prova de 15km, de 7,5km e sprint. Sua maior expectativa e na longa distância. “Espero ter um bom resultado, bater minhas marcas pessoas e conseguir meu objetivo que é ficar entre os Top 10”.

Mais experiente da delegação, o paulista André Cintra vai participar de sua segunda Paralimpíadas de Inverno. Sua estreia será neste domingo na prova de snowboard.

“Nos últimos anos consegui ganhar bastante experiência. Minha grande expectativa é me superar, que eu vá bem melhor do que em Sochi.

“A diferença do André da Rússia para o de hoje é a experiência. Nesses últimos anos, ganhei mais experiência no conjunto todo, tanto na parte técnica do snowboard como na convivência com o esporte em si, com os materiais e com as próteses”, explicou.

André espera melhorar o desempenho que teve em Sochi, mas já tem um motivo para comemorar antes mesmo de entrar na pista: o aumento de atletas da delegação. Há quatro anos, eram apenas dois atletas no cross-country e no snowboarder. Agora, outras disciplinas foram incorporadas.

“O Brasil conseguiu uma grande vitória ao trazer mais atletas para os Jogos. Cada edição o Brasil vem para fazer um desempenho cada vez melhor Espero que o time aumente cada vez mais”, afirmou.

Chefe da delegação dos Jogos Paralímpicos de Peyongchang, Stefano Arnold lembrou que o país teve cinco atletas com índices, mas apenas três vagas foram atribuídas.

“Nosso objetivo é que a cada edição dos Jogos  possamos crescer cada vez mais e trazer melhores resultados. É muito bacana ter a primeira geração abrindo o caminho para novas gerações e dentro de um planejamento de longo prazo. Para 2026, a gente já deverá disputar finais”, prevê.

 

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