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Futebol Neymar Rússia Copa de 2018

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Tite faz mudanças contra a Rússia e valoriza força do conjunto, mas diz: "O Neymar é insubstituível"

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Seleção brasileira treina em Moscou na véspera do jogo amistoso contra a Rússia. Foto: Tiago Leme

A seleção brasileira terá três mudanças entre os titulares no penúltimo amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo de 2018, que será disputado nesta sexta-feira às 13h (horário de Brasília), contra a Rússia, no estádio Luzhniki, em Moscou. Após o treinamento desta quinta-feira, o técnico Tite confirmou as entradas do atacante Douglas Costa, na vaga do lesionado Neymar, do zagueiro Thiago Silva, no lugar de Marquinhos que volta de contusão na coxa, e do meia Willian, que substitui Renato Augusto por opção técnica.


Tiago Leme, de Moscou, para a RFI

"Temos atletas de alto nível, e eles competem. Aprendi que técnico de seleção é diferente de clube. Às vezes um atleta do clube não está bem, aqui a competição é um tom acima. Um está bem e outro está melhor, são de alto nível jogando muito em seus clubes. Assim como Willian saiu em determinado momento porque o Coutinho estava arrebentando, agora o Willian está arrebentando, volta e traz variação tática com o Coutinho por dentro", explicou o treinador, em entrevista coletiva na capital russa.

Neymar insubstituível

Apesar do desfalque de Neymar, que está no Brasil se recuperando da cirurgia no quinto metatarso do pé direito, Tite fez questão de valorizar a força do conjunto. O comandante da seleção vai usar os amistosos contra Rússia e Alemanha para preparar o time para atuar em possíveis situações futuras sem o camisa 10. Mesmo assim, ele deixa claro que ninguém pode substituir da mesma forma o craque do Paris Saint-Germain.

"O Neymar é insubstituível. Pelo alto nível e pela qualidade que tem, pelo top 3 que é, isso é um fato. O Douglas Costa não vai substituir o Neymar, o Douglas Costa vai ser o Douglas Costa. Temos que assumir responsabilidade de ser forte enquanto equipe. Eu não posso colocar nas costas do principal atleta, do mais midiático, a solução das coisas. O Kaká disse que foi considerado melhor do mundo porque a equipe estava muito bem. Ele é o último Bola de Ouro brasileiro, mas fala da força da equipe, isso é grandeza. O Neymar será forte se a equipe for forte. Não gostaríamos que ele tivesse isso", afirmou.

Alisson capitão

Seguindo o rodízio implantado por Tite na seleção brasileira, o goleiro Alisson foi escolhido como capitão no duelo desta sexta contra a Rússia. O atleta da Roma será o 15º jogador a usar a braçadeira, em 18 jogos disputados sob o comando do treinador.

"É uma honra receber essa confiança da comissão técnica, do Tite. Falar em capitão da seleção brasileira, essa frase demonstra a importância disso para um atleta. Nós trabalhamos muito forte para chegar a este momento, estou muito honrado. E ser o 15º capitão demonstra a força do grupo, temos vários líderes, vivemos num ambiente muito bom e cada um exerce a liderança no dia a dia. Isso que o Tite faz é muito bacana e dá confiança ainda maior e no momento em que tiver de decidir por um capitão, se isso for decidido, todos estarão preparados. A braçadeira é só uma representação", disse Alisson.

Depois de encarar os russos, a seleção brasileira viaja para Berlim, onde enfrenta a Alemanha, na próxima terça-feira. Será o primeiro encontro entre as equipes principais dos dois países depois da fatídica derrota do Brasil por 7 a 1, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. A abertura do Mundial de 2018 será daqui a menos de três meses, no dia 14 de junho.