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Brasileiro Cirilo Cardoso conta como é jogar em um time do Partido Comunista da Rússia

Por Silvano Mendes

Política e futebol podem se misturar? Em alguns lugares como na Rússia isso é natural e alguns times levam até o nome de partidos políticos. Esse é o caso do KPRF, equipe de futebol de salão do Partido Comunista, que tem entre seus jogadores o brasileiro Cirilo Cardoso. Em entrevista em Moscou, ele conta como é viver no país, fala sobre racismo e, principalmente, de como é jogar para um time que pertence a um partido da oposição.

Casado e pai de dois filhos, Cirilo vive na Rússia há 15 anos. Hoje ele já tem passaporte russo e se sente dividido entre a terra de adoção e seu país natal. Tanto que em situações como no amistoso desta semana entre Brasil e Rússia, torce pelo empate.

O jogador, que já passou pelo Spartak, também é diplomata quando questionado sobre o fato de jogar no KPRF, time do PC russo, onde atua há um ano. “Eles investem bastante no esporte, mas isso não nos afeta muito como atletas”, conta. “Mas é claro que quando tem uma festa do partido nós sempre estamos presentes”.

Mesmo assim, Cirilo não esconde que, apesar de jogar para o KPRF, defende a política de Vladimir Putin, reeleito no domingo (18) para um quarto mandato. “Eu acho que o Putin é um presidente que mudou muito o país”, elogia, citando melhorias nos meios de transportes e na segurança.

Cirilo Cardoso é jogador de futebol na Rússia há 15 anos. RFI

“O racismo na Rússia é um mito”

Nesses quinze anos vivendo no país Cirilo também afirma ter visto uma mudança de comportamento da população, mais acostumada com a diversidade étnica. “Quando eu cheguei, havia muita curiosidade. Em locais como a Sibéria as pessoas queriam me tocar, pois nunca tinham visto negros, além da televisão. Eu não vejo isso como racismo”, conta o atleta. Mas explica que isso já mudou, principalmente em grandes cidades, como Moscou, onde vivem muitos estrangeiros.

Para Cirilo, há exageros sobre um suposto racismo latente quando o assunto é racismo. “As pessoas vendem a Rússia como um ‘bicho-papão’, mas eu, como negro, nunca sofri racismo”, conta. “Me diziam que não podia andar de transporte público, ou à noite, pois teria problemas. Tudo isso é um mito”, comenta o jogador.

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