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"Correr é o melhor antidepressivo que existe", diz corredor brasileiro da Maratona de Paris

Por Elcio Ramalho

No circuito mundial dos maratonistas, Paris ocupa um lugar mais que especial. Muitos estrangeiros decidem correr sua primeira maratona na capital francesa pelos atrativos do trajeto e pelo clima agradável da primavera.

A presença de brasileiros é relativamente pequena. Eles representam menos de 1% do total de inscritos, mas na edição de 2018 a participação verde-amarela aumentou em relação ao ano anterior. São 538 atletas, contra 461 em 2017.

Entre eles, dois amigos paulistas que decidiram viajar juntos para correr a maratona parisiense. O corretor de imóveis Fábio Andraus participa de sua oitava maratona internacional. 

"Eu comecei a correr 5 km, depois 10, e fui indo. É um desafio. É um bicho que pega. Quando você acaba a primeira, fala que nunca mais vai correr na vida. Já estou na oitava maratona”, diz Andraus.

Aos 53 aos de idade, ele encara os mais de 42 km da prova como um exercício físico e também psicológico, com efeitos muito positivos. “É o melhor antidepressivo que tem. Você corre, está suando, está emagrecendo. Você fica mais animado, mais elétrico. É muito bom, vale a pena”, diz.

Hormônios em ação

Está comprovado cientificamente: ao correr, o cérebro libera o hormônio endorfina. Mas cientistas canadenses também descobriram que a sensação de prazer após o término de uma corrida pode estar relacionada com a liberação de leptina, um hormônio que atua nos neurônios que produzem a dopamina, neurotransmissor responsável pela famosa sensação de bem-estar.

Nem sempre os corredores podem estar conscientes dos efeitos fisiológicos, mas todos compartilham a ideia de que se trata de uma experiência que consideram única.

Concluir uma maratona está também associada ao prazer de impor um desafio a si próprio e conseguir cumpri-lo.

“Eu sempre acabo uma maratona chorando, porque é superar um desafio, ultrapassar os limites. Quando você acaba, vem à mente todos os treinos, o trabalho que teve. É um desafio, sem dúvida”, garante Fábio Andraus.  

Para o advogado Marcos Bussab, a prática da corrida também o ajuda a cuidar da saúde física e mental.

“É algo que me faz bem para a cabeça e para o corpo. A maratona foi uma meta que eu tive para sempre continuar tendo a vontade de correr todo o final de tarde”, afirma. 

Aposentadoria do trabalho, mas não do esporte

O argentino Aníbal Silvestre, de 63 anos, optou por Paris após correr pelas ruas de Roma.  Ele diz ter se preparado quatro anos diariamente para correr longas distâncias e, no seu calendário, faz pelo menos duas maratonas por ano.  “É um desafio mas também uma liberação. Encontramos muito prazer em fazer isso. Não apenas fisicamente, mas mentalmente serve para muitas coisas. Tenho 63 anos e quero correr muitas outras maratonas”, comenta.

Yijao Huang veio de Pequim para correr sua terceira maratona internacional, a primeira na Europa. Ela escolheu Paris por ser uma de suas cidades favoritas e disse estar bem preparada para correr o percurso em menos de 4 horas e meia.

Ela conta ter começado correr por prazer, mas se empolgou:“ Não é preciso ter motivos para correr. Comecei para me divertir, mas agora quero correr uma maratona por ano. Essa é minha meta”.

 

A Maratona de Paris está entre as dez mais concorridas do mundo e divide com Berlim e Roma posto de destino preferido para quem vem correr na Europa.

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