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Cohn-Bendit sobre a Copa: "sou fascinado pelo jogo de Neymar, ele é o melhor"

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O início da Copa do Mundo da Rússia é o principal destaque da imprensa francesa nesta quinta-feira (14). Fotomontagem RFI

O início da Copa do Mundo na Rússia é o principal destaque da imprensa francesa nesta quinta-feira (14). Com foto de capa dos maiores craques deste Mundial, o diário esportivo L'Equipe mostra que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Salah e Griezmann vão animar a festa em campo.


O objetivo da França, segundo o L'Equipe, é chegar às semifinais. Há três favoritos rondando a taça: Brasil, Alemanha e Espanha, indica o diário esportivo.

Entrevistado nesta manhã pela rádio France Info, o líder da revolução de Maio de 68 na França, Daniel Cohn-Bendit, disse que é fascinado pelo futebol de Neymar e vê o brasileiro como o melhor jogador da atualidade, superior a Messi em sua opinião.

Cohn-Bendit elogia o estilo de Neymar, capaz de fazer dribles incríveis no ataque. Questionado pelo âncora sobre o suposto individualismo de Neymar e seu mau entrosamento no PSG, Cohn-Bendit rebateu que esta era outra questão. "Você me perguntou quem é o melhor? Eu respondo: é Neymar", declarou enfático Cohn-Bendit.

A ex-jogadora da seleção francesa feminina de futebol Laura Georges, atualmente secretária-geral da Federação Francesa de Futebol (FFF), disse à RFI que o jogador que ela vai estar de olho em campo também é o brasileiro Neymar. "Ele tem uma revanche para tirar em relação à Copa do Brasil", lembra Laura, em referência à lesão ocorrida nas quartas de final. Para ela, o Brasil é o "grande favorito" da competição na Rússia.

Fifa vira a página dos escândalos

O diário econômico Les Echos mostra como a Fifa, abalada pelos escândalos de corrupção, recobra neste Mundial seu poderio financeiro. O dinheiro voltou a entrar no caixa da entidade. As reservas, que eram de US$ 1,5 bilhão em 2014, saltaram para US$ 1,8 bilhão em 2018.

Virada a página dos escândalos sob a presidência do suíço Joseph Blatter, a Fifa e suas 211 federações afiliadas enfrentam uma fase mais discreta e também profícua nos negócios com o dirigente italiano Gianni Infantino. Nunca a Fifa arrecadou tanto dinheiro: a receita estimada no período de 2015 a 2018 atinge US$ 5,65 bilhões e a entidade trabalha com uma previsão de UU$ 6,56 bilhões para o período de 2019-2022, explicam os gráficos publicados pelo Les Echos.

O Libération também dedica seu editorial à Copa do Mundo de futebol. "É sempre o esporte de todos os vícios, mas o público sempre crescente encontra nele todas as virtudes", observa o Libé.

Le Figaro destaca que o presidente russo, Vladimir Putin, vai fazer do Mundial um instrumento de "soft power" no terreno político, aumentando sua capacidade de influência no cenário internacional.