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Com jogadores mais altos, Sérvia vai apostar em bolas aéreas contra o Brasil

Por Elcio Ramalho

Brasil e Sérvia jogam nesta quarta-feira (27) uma partida decisiva, que vale uma das vagas do grupo E da Copa do Mundo. O jogo será no estádio Spartak de Moscou, às 15h no horário de Brasília.

O último treino da seleção aconteceu no final da tarde desta terça-feira (26) no mesmo local da partida. O treinador Tite confirmou, antes dos jogadores entrarem no campo, que os 11 titulares serão os mesmos que começaram jogando contra a Costa Rica. A única mudança é o capitão da equipe. Miranda foi escolhido para carregar a braçadeira.

A seleção tem uma grande preocupação: jogadas de bolas aéreas. Os sérvios têm uma média de 10cm a mais que os brasileiros e certamente vão apostar em lances de bolas paradas para dentro da área. Vale lembrar que o único gol sofrido pelo Brasil neste mundial, contra a Suíça, foi uma cabeçada de um escanteio.

O zagueiro Miranda diz que a defesa brasileira estará atenta. “A seleção está trabalhando muito, sabemos da qualidade do adversário, reconhece que os pontos fortes são a bola parada, mas também é um fator importante para nossa seleção. Estamos trabalhando bastante e sabemos que, nos momentos importantes, uma bola parada pode definir um jogo. Na minha avaliação, estamos preparados para enfrentar esse tipo de adversário".

Além do poder ofensivo aéreo, a Sérvia tem outras qualidades apontadas pelo treinador Tite: “temos a característica da bola aérea ofensiva, mas também a qualidade técni ca da escola sérvia, de qualidade técnica individual. Temos a condição técnica de neutralizar, que é evitar faltas próximas das laterais, encurtar e bloquear, e também os escanteios”.Tite e a comissão técnica disseram ter visto todos os jogos da Sérvia e estudaram bem uma adversária considerada difícil e que vai pressionar porque precisa da vitória.

Choro liberado

Outra preocupação é com relação ao aspecto emocional dos jogadores. A pressão aumenta principalmente com disputa de vaga em jogo. O capitão Miranda e a comissão técnica procuraram durante toda a coletiva tranquilizar torcedores e a imprensa de que os jogadores estão tranquilos e suportando bem a pressão.

As dúvidas sob o aspecto emocional ressurgiram depois do choro de Neymar ao final do jogo contra a Costa Rica. O camisa 10 saiu em lágrimas e desabafou nas redes sociais. Questionado sobre o assunto, o zagueiro Miranda desconversou. “O que passou, passou. Nosso foco é contra a Sérvia. É passado, vamos pensar no que vem adiante. Não temos que pensar no individual. Nosso foco é só na equipe da Sérvia”.

O capitão disse que a seleção está preparada em todos os aspectos: “É um conjunto, tanto o lado emocional quanto o técnico e físico vai prevalecer nesse jogo. Todos os aspectos foram trabalhados e chegamos muito bem preparados para esse jogo”.

Para minimizar as reações emotivas dos jogadores, o treinador Tite fez até uma confissão espontânea durante a coletiva. Revelou que também caiu no choro depois da partida contra o Equador pelas eliminatórias. “Chorei de alegria, de satisfação, chorei porque é nossa característica emocional. Chorei de prazer, de orgulho, em um momento de tanta pressão e a gente conseguir fazer um grande jogo”, disse.

“Razão e emoção tem que estar de forma equilibrada. A gente poder analisar razão e emoção, e não perder a essência. Não achar porque teve um momento de emoção é que teve desequilíbrio. Isso, não”, reforçou.Com o desabafo, o treinador quis mostrar esse outro lado, de um técnico que também expressa emoção.

Ainda sobre Neymar, Tite elogiou a condição física do camisa 10 e prevê que com mais um jogo, o atacante alcance sua “plenitude” e atinja seu “potencial máximo” e evitou jogar o peso de responsabilidade sobre o astro da seleção.  “Ele é fora dos padrões normais, mas não dado a ele uma responsabilidade excessiva em cima de sucesso ou insucesso.  Cada um de nós tem a responsabilidade do conjunto e não a ele de resolver. O conjunto resolve. Ele pode ser? Tomara, em algum momento em alguma circunstância vai ser”.

Tite também mostrou em vários momentos estar muito satisfeito com o padrão atingido pela equipe, o que ficou demonstrado no jogo contra a Costa Rica, quando a equipe não se desesperou e chegou aos gols da maneira que gosta de jogar.

Brasil precisa de empate

Como líder do grupo E com quatro pontos junto com a Suíça, mas à frente no saldo de gols, o Brasil precisa de apenas um empate para ficar com uma das vagas. A Sérvia com três pontos, só avança se bater a seleção brasileira. Caso sofra uma derrota, o Brasil, ainda terá chances, mas vai depender de um tropeço da Suíça contra a Costa Rica. Se não quiser depender de ninguém, a seleção tem dois resultados a favor. Um empate ou, de preferência, uma vitória para passar às oitavas de final da Copa.

 

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