rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

França Bélgica Copa de 2018 Copa do mundo

Publicado em • Modificado em

“Equipe da Bélgica é a mais completa”, diz capitão da França

media
O capitão da equipe francesa, Hugo Lloris Reuters

A seleção francesa fez nesta segunda-feira (9), na Arena Petersburgo, o último treino antes de enfrentar a Bélgica pela semifinal da Copa. Diante de um adversário com grandes qualidades técnicas e em plena confiança após ter eliminado o Brasil, o capitão francês, Hugo Lloris, advertiu: “vamos passar por momentos difíceis, vai ser preciso estar pronto para sofrer.”


Depois da vitória sobre o Uruguai e a classificação para a semifinal, a seleção francesa mostrou que atingiu um outro nívelna competição, mas é consciente de que terá pela frente um adversário muito motivado em campo.
 
O capitão afirmou que os “Bleus” precisam ainda elevar seu nível para enfrentar os belgas, para dar sequência à evolução constatada nas oitavas e quartas de final.  

“Temos consciência de que vamos enfrentar uma das melhores equipes ofensivas, com jogadores de muita qualidade. Será preciso ser sólido e a resposta terá que ser coletiva”, garantiu Lloris.

Segundo o goleiro, a equipe precisa estar muito estruturada para deixar poucos espaços para os adversários.  “Eles estão em plena confiança depois do jogo contra o Japão e após a vitória contra o principal favorito desta competição, o Brasil. Será preciso uma seleção francesa excepcional para alcançar nosso objetivo”, acrescentou.   
 
O goleiro expressou uma constatação: “A equipe belga é a mais completa do torneio, em todos os aspectos. Ela sabe muito bem defender, atacar, contra-atacar, no jogo aéreo e com a bola no chão. É uma grande equipe, com uma geração fantástica”.

Por isso, o goleiro preveniu que o sofrimento fará parte do jogo: “vamos passar momentos difíceis, vai ser preciso estar pronto para sofrer, mas nosso estado de espírito é irrepreensível desde o início da competição. Temos a oportunidade de marcar a história da França, mas sabemos que será difícil”, concluiu.

Deschamps mantém segredo
 
Na sequência, o treinador Didier Deschamps confirmou que a equipe que enfrentará a Bélgica já foi escalada, mas não quis revelar os nomes dos titulares.

Deschamps analisou a tática bem sucedida adotada pelo treinador da Bélgica, Roberto Martinez, contra o Brasil e garantiu que sua seleção estará pronta para enfrentar todo tipo de cenário. Ele também elogiou os pontos fortes dos “Diabos vermelhos”.

O técnico Deschamps acompanhado de seu time em campo Reuters

“A equipe belga tem uma ótima performance na transição da defesa para o ataque. É muito rápida e eles a fazem muito bem. Estou preparando meus jogadores para diversas situações, diferentes composições e diferentes táticas”, avisou.

Ele ainda destacou as características físicas dos adversários. “Sob o aspecto atlético, eles têm um potencial, impressionante pelo tamanho e pela potência. Faz parte das exigências do alto nível”, destacou.  
       
O caso Thiery Henry

Ex-atacante francês, campeão do mundo em 1998, Thiery Henry foi um dos assuntos evocados durante a conferência de imprensa. Enfrentar como adversário um jogador que marcou a história dos “Bleus” como o maior artilheiro de toda a história da equipe, com 51 gols, não gera preocupação para Lloris, nem para Deschamps.

No entanto, o capitão admitiu um certo “desconforto” em vê-lo em outro banco de reservas. “É particular vê-lo com a equipe belga, mas é no âmbito de seu futuro como treinador, do aprendizado desta profissão. Acho que seu coração ficará dividido amanhã. Antes de tudo, ele é francês, ele vivenciou grandes momentos com a camisa da seleção francesa, maior artilheiro. Ele marcou a história dos 'Bleus'. Mas, profissionalmente, como o conhecemos e com toda a paixão que ele tem pelo futebol, ele estará com os belgas e dará o máximo para ajudar sua equipe”.
 
O treinador Deschamps lembrou do curto período em que conviveram na seleção francesa e felicitou a trajetória de Henry na equipe nacional. E não quis imaginar o que ele deve estar sentindo ao enfrentar seu país como adversário. “Tem que perguntar para ele. Ele sabia muito bem que ao assumir o cargo de assistente de Martinez, poderia acontecer. Sob o aspecto pessoal, será um grande prazer reencontrá-lo”, garantiu.