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Superação será fator decisivo na final da Copa entre França e Croácia

Por Elcio Ramalho

A dois dias da final da Copa do Mundo da Rússia, cresce a expectativa para um confronto que pouca gente imaginava antes do início da competição. A França busca seu segundo título, enquanto a Croácia quer erguer seu primeiro troféu de melhor do mundo.

Pela tradição e experiência, os franceses levam teoricamente vantagem. A equipe chega a uma nova final exatamente 20 anos depois de erguer seu único título até o momento. Para isso, teve na época que derrotar os croatas na semifinal e, por esta razão, muitos torcedores consideram o novo confronto quase uma revanche.
Mas quem acompanhou o percurso da Croácia nesta Copa, tem motivos para acreditar em uma conquista inédita desse pequeno país do leste europeu, de 4 milhões de habitantes, que está totalmente mobilizado para a final.

Ontem, o primeiro-ministro Andrej Plenkovic, que assistiu em Moscou à semifinal, se reuniu com sua equipe de governo e todos estavam vestidos com a camiseta da seleção. O Ministério do Turismo afirmou que o número de consultas no seu site internet já quadruplicou, graças à classificação da equipe para a final.

No campo, uma das grandes dúvidas é em relação à condição física dos atletas. A Croácia disputou três prorrogações seguidas, ou seja, jogou uma hora e meia a mais que a França e tem um dia a menos de descanso do que os adversários. O treinador Zlato Dalic fez as contas e diz que a Croácia vai jogar oito jogos, um a mais que os franceses, mas nada disso tem que ser desculpa, e o time vai dar tudo em campo.O capitão Luka Modric declarou ter consciência desse feito histórico. Os jogadores estão muito orgulhosos, mas não querem parar por aí, e, sim, erguer a taça.

França não irá cometer o erro da Eurocopa

Já a França, do treinador Didier Deschamps, que era capitão na conquista de 1998, treinou poupando seis titulares. O meio-campista Paul Pogba falou ontem com os jornalistas e deixou bem claro que a equipe não quer repetir o fracasso da Eurocopa de 2016, quando perderam a final e o título em casa para Portugal.

“Na Euro, a gente pensava que já tínhamos ganhado. A mentalidade não era a mesma. Não vou mentir. Quando nós ganhamos contra a Alemanha, pensamos que na verdade essa tinha sido a final. Era Portugal, e mesmo com o percurso dos portugueses, achávamos que a vitória já estava encaminhada. Foi nosso grande erro. Agora, não é a mesma coisa. Estamos todos concentrados, conscientes. Não vamos cometer o mesmo erro que antes. Essa Copa, queremos muito, estamos muito concentrados para levar o título para casa.”

As equipes da Bélgica e da Inglaterra fazem hoje seus últimos treinos antes da disputa de amanhã, em São Petersburgo, pelo terceiro lugar na competição.

Sem favoritos entre os jogadores

Este ano, não há um favorito disparado para o título de melhor jogador do Mundial. Os nomes do croata Modric e do francês Mbappé ganharam força depois das semifinais. Certo é que, com a eliminação precoce de suas seleções, os nomes de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar ficaram de fora do páreo.

Para o atacante brasileiro, a situação é ainda mais delicada, pois deixou a Copa com sua imagem bastante arranhada por ser acusado de simular muitas faltas e cair constantemente no chão. Neymar já deixou a Copa, mas seu nome não.

Ontem, o ex-jogador holandês Marco van Basten, que faz parte de um grupo técnico da Fifa, criticou a atitude de Neymar. No entanto, o ex-treinador Carlos Alberto Parreira saiu em defesa do camisa 10. "Neymar, dentro de campo, é um jogador que faz a diferença e ele é muito agredido também. Ele sofre muita falta, às vezes ele cai, dizem que ele caiu intencionalmente. Realmente, o Neymar atrai essa mídia toda contra ele, mas o importante para nós é que esse jogador faz a diferença”, disse Parreira.

Rússia organizou Copa impecável

Se tudo correr bem até a final, como tem sido até agora, pode-se dizer que a Rússia organizou com muito sucesso o maior evento de futebol do planeta. A segurança foi impecável, não houve distúrbios, os temidos hoolings, tanto do próprio país quanto os de fora, como os ingleses, não apareceram.

Os milhares de torcedores que vieram para o Mundial encontraram cidades acolhedoras, um sistema de transporte muito eficiente em todas as dez cidades que receberam jogos, e encontraram um povo hospitaleiro. Os russos viram muitas torcidas fazerem festa nas ruas e também ganharam a simpatia dos turistas. Muitos latino-americanos por exemplo, deixarão a Rússia com uma outra imagem do país.

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