rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Esportes
rss itunes

"Isto não me afeta", diz jogador brasileiro vítima de racismo na Europa

Por Elcio Ramalho

Recém-desembarcado na Sérvia para defender o Estrela Vermelha de Belgrado, o brasileiro Jonathan Cafu se sente ainda se adaptando ao futebol do país. Ele foi emprestado pelo francês Bordeaux em agosto deste ano para reforçar a equipe sérvia na Liga dos Campeões da Europa.

Aos 27 anos, Jonathan Cafu viu no Estrela Vermelha uma nova oportunidade de voltar a jogar na mais prestigiosa competição interclubes da Europa.

Ele já havia disputado a Liga dos Campeões em 2016 quando defendia as cores do Ludogorets, da Bulgária. Foi nesta época que foi vítima de racismo. O caso aconteceu há pouco mais de dois anos, quando o time búlgaro foi à República Tcheca enfrentar o Viktoria Plzen, em busca de uma vaga para a Champions League.

Segundo ele, das arquibancadas os torcedores do time adversário começaram a imitar sons de macaco. “Isso não afeta quem está dentro de campo. Estava focado e só queria fazer o meu trabalho”, lembrou.

Embora tenha sentido apoio do clube, Jonathan preferiu não fazer denúncias e relatar o caso para as autoridades. “Isso não me afeta nada. Não vai trazer benefício nenhum para mim, nem para outras pessoas também”, argumentou.

Passagem frustrada pela França

Do Ludogorets foi contratado pelo francês Bordeaux na temporada passada por 7,5 milhões de euros. A passagem pelo clube francês não foi promissora. Ele disputou 20 jogos, sendo seis como titular, e marcou apenas dois gols. Como não vinha sendo utilizado e estava fora dos planos do treinador da equipe, a porta de saída ficou aberta.

Emprestado com opção de compra por 4 milhões de euros, o mineiro de Belo Horizonte se diz contente com a nova fase na carreira e confessou ter sido seduzido pela possibilidade de disputar a Liga dos Campeões.

“Todo mundo quer jogar em alto nível. Vi essa possibilidade, não estava sendo utilizado no Bordeaux e vendo essa possibilidade de jogar em alto nível, foi bom para mim”, afirma o meia ofensivo, que já passou pela Ponte Preta e São Paulo. “O futebol da Sérvia está crescendo, estamos na Liga dos Campeões. É um estilo de jogo diferente do da França, da Bulgária”, diz.

Em pouco mais de dois meses no país, o brasileiro se surpreendeu com a torcida local. “É uma das torcidas mais fanáticas do futebol. Os torcedores cobram bastante”, afirma.

Classificado para a fase de grupos, o Estrela Vermelha estreou com empate sem gols contra o Nápoli na Liga dos Campeões, mas na partida seguinte, contra o PSG, saiu humilhado de campo com derrota de 6 a 1.

“Chances a gente tem, agora tem que rever algumas coisas para não repetirmos (para os próximos jogos). Temos que tampar os buracos”, concluiu. O próximo jogo do Estrela Vermelha de Belgrado pela Liga dos Campeões é contra o Liverpool, no dia 24 de outubro.

Autonomia para árbitros punirem clubes com derrota diante de atos racistas é um avanço, diz Observatório

Futebol feminino dos Estados Unidos: títulos, polêmicas e admiração popular

Jogo do Brasil contra França vale vaga nas quartas da Copa e quebra de jejum

Copa do Mundo feminina: Brasil atrai torcedoras pela primeira vez aos estádios

"Realizei um sonho de criança”, diz tenista brasileiro de cadeira de rodas em Roland Garros

Roland Garros atrai turistas brasileiros, mas tenistas do país decepcionam

Roland Garros tem estreia de quadras e apenas um brasileiro na briga pelo título de 2019

Finais europeias só com times da Inglaterra: o que explica o atual sucesso do futebol inglês?

“Ainda estou me adaptando à Fórmula E”, diz Felipe Massa após nono lugar no E-Prix de Paris

Primeira boxeadora do Irã a disputar luta no exterior decide ficar na França para fugir da prisão

“É um sonho”, diz juíza brasileira escalada para Mundial feminino de futebol

Preconceito e falta de oportunidades fazem dançarinos de hip hop trocarem Brasil pela Europa

Entusiasmo com Copa do Mundo deve impulsionar esportes femininos na França

Aos 41 anos, zagueiro Hilton bate recorde no futebol francês e quer seguir jogando

Proposta do breakdance nos Jogos de 2024 não é unanimidade entre os praticantes