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Dupla brasileira corre atrás do bicampeonato no Rally Dakar

Por Stephan Rozenbaum

Começa neste domingo (6) a 41ª edição do Rally Dakar. Realizado pela primeira vez em um só país, o Peru, a competição contará com a presença de 11 brasileiros. Dois deles vão correr para defender o título na categoria UTV: o piloto Reinaldo Varela e o navegador Gustavo Gugelmin.

“Esse ano nós estamos como alvo. Somos os atuais campeões. Somos a equipe a ser batida, então claro que existe muita pressão. Mas Reinaldo e eu somos bem entrosados, vamos para lá para se divertir”, afirma Gustavo Gugelmin. “Dakar é a prova mais desafiadora do rali, é uma das provas mais desafiadoras do mundo. Esta é a oitava vez que eu estou participando. Estamos bem contentes, com toda nossa equipe, para fazer uma boa corrida”, ressalta o empresário paulistano Reinaldo Varela, dono de uma rede de restaurantes, que compete desde 1982 e coleciona mais de 400 provas.

No Rally Dakar, os dois correm na categoria UTV, divisão criada no ano de 2017. “Nesta categoria, o Brasil está invicto. Começou em 2017, com Leandro Torres, fazendo a frente. E ano passado, Reinaldo Varela e eu conseguimos segurar esse título para o Brasil. A expectativa para esse ano também é grande, com mais brasileiros na disputa. Fica até mais gostoso saber que tem mais gente do Brasil tentando trazer esse título novamente para o país”, ressalta Gugelmin.

Categoria UTV

“UTV é uma categoria nova, ele é um utilitário off-road que existe há praticamente seis ou sete anos. É um veículo muito rápido. Para quem não conhece, ele tem um motor de jet-ski, pesa 700 quilos, ou seja, menos do que um carro econômico. Além disso, tem 200 cavalos. Para as pessoas terem uma ideia da velocidade de um carro desse, ele arranca na mesma velocidade do que um carro esportivo, como uma Ferrari ou Lamborghini, então é um carro muito rápido”, explica Gugelmin.

Piloto desde os 7 anos, quando começou no kart, Gustavo Gugelmin vem se destacando há alguns anos como navegador. “Eu digo que o navegador é um dos olhos do piloto, ele é 50% do carro. Ou seja, o piloto tem que olhar pra frente e tentar pilotar o mais rápido possível e eu sou o outro olho e preciso tentar avisar de tudo que está chegando pela frente”, conta.

“Cada vez mais, os organizadores do Dakar têm dificultado a navegação, têm feito o navegador trabalhar bastante, tirando cada vez mais a tecnologia, para que fique cada vez mais difícil. Então o navegador é o último a dormir, junto com os mecânicos, após passar todos os dados do dia”, explica Gugelmin. “Eu janto, pego minha planilha e fico ali, duas, três horas, verificando tudo o que eu acho importante e que eu devo falar no dia seguinte para o piloto. É uma responsabilidade grande. Se você deixar de avisar algum item perigoso, pode ser aquele ‘um segundo’ que eu não aviso para que a gente caia em um buraco, tenha um acidente ou tenha um problema mecânico que faça a gente sair da prova, encerrando a nossa participação no rali, então é uma grande responsabilidade de ser o navegador”, completa.

Sem favoritismo

Apesar de a dupla ser detentora do título, a disputa esse ano não será fácil. “Os brasileiros estão bem representados. Os concorrentes peruanos terão a vantagem de conhecer bem as dunas do país e sabem muito bem onde estarão andando. O número de participantes na categoria UTV é muito grande, então é difícil definir um favorito”, ressalta Varela.

A vitória do ano passado ainda está bem fresca na memória dos dois brasileiros. “Já participar de um rali, é uma emoção muito grande. O Rally Dakar é o mais desafiador do mundo. É um rali que é feito para você não conseguir completar. Então, chegar até o fim já é uma vitória. No ano passado, a cada etapa, nós fomos construindo uma história, pulando na frente, abrindo vantagem. Então é uma sensação maravilhosa. Vou levar para o resto da minha vida essas lembranças”, conta Gugelmin. "Foi [a competição] que mais marcou minha vida, porque é um sonho de todo piloto correr e vencer um Rally Dakar. Então a prova do ano passado foi a mais marcante de toda minha carreira”, diz Varela.

O Dakar 2019, que acontece de 6 a 17 de janeiro, ao contrário dos anos anteriores, será disputado somente em território peruano e cobrirá as cidades de Lima, Pisco, San Juan De Marcona, Arequipa, Moquegua e Tagna, com mais de 5 mil quilômetros no total e quase 3 mil de trechos cronometrados em 11 dias de evento, sendo um deles de folga no meio do trajeto.

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