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Melhor dupla brasileira no Dakar 2019 prefere que rally continue na América do Sul

Por Elcio Ramalho

A discussão sobre a volta da mais célebre competição de rally do mundo ao continente africano ganhou força nos últimos anos e as especulações de que a edição de 2020 possa ser disputada na África agita os bastidores do badalado evento. A decisão do local que abrigará a corrida deverá sair no mês de março. A ideia agrada aos fãs e competidores, mas esbarra em muitas dificuldades de logística e segurança.

“Eu pessoalmente gostaria de que voltasse para a África, porque nunca fiz um rally por lá”, defende Gustavo Gugelmin, terceiro colocado na categoria UTV junto com o piloto Reinaldo Varela.

No entanto, ele diz ter "ouvido conversas" de que o evento deve continuar na América do Sul, com a perspectiva de ser organizada no ano que vem por três países: Argentina, Paraguai e Chile. Um dos motivos seria a facilidade logística. “É mais simples obter autorizações ambientais, de ajuda de governos e de segurança”, afirma. “Temos também muitos terrenos difíceis, como a organização gosta”, acrescenta.

Outro motivo que pode pender para o evento continuar na região seria o entusiasmo despertado na competição, algo que, segundo Gugelmin, traria vantagens para a visibilidade do esporte para o Brasil. “No país do futebol, estamos conseguindo inserir a paixão pelo circuito off road. Deixando o rally aqui perto, fica mais fácil de conquistar novos fãs para o esporte."

Varela, companheiro de Gugelmin, destaca outros pontos fortes para o circuito continuar na região. “É bom ficar por aqui. Nós temos trechos, dunas, tudo o que precisa para um bom Dakar. Ficar na América do Sul continua uma boa escolha. Melhor do que na África e em lugares sem nenhuma infraestrutura”.

Caso fique mesmo no sul do continente, Reinaldo espera que o trajeto seja bem diferente do que encontraram no território peruano. Pela primeira vez, as 10 etapas da competição se desenvolveram em um só país, o que foi motivos de muitas críticas.

“De um modo geral, esse rally deixou muito a desejar. Tinhas muitas retas e com dunas dos dois lados. Nos colocaram em vales para andarmos muitos quilômetros e passamos muitas vezes pelo mesmo lugar. As dunas não foram nada difíceis. Foi muito fácil por ser um Dakar. Não é uma boa ficar em um país só”, avaliou Reinaldo.

Categoria deve crescer

Melhor dupla brasileira na categoria UTV do Rally Dakar de 2019, Gustavo Gugelmin e Reinaldo Varela terminaram em terceiro posição na classificação geral, perdendo o título de campeões conquistado na edição anterior. Sem esconder a decepção, mas valorizando o lugar no pódio, a dupla lamentou os erros durante a prova.

“Logo no começo do rally a gente veio bem e viu que tínhamos carro e competência para brigar pelas primeiras posições. Nós tivemos problemas de rally e não de carro, com pneu furado por causa de uma pedra. Talvez cansaço no final, desatenção”, justificou o navegador Gustavo.

A dupla estava em primeiro lugar até a penúltima etapa, quando uma passagem por um buraco prejudicou a sequência da corrida, com a quebra da suspensão do carro. O atraso de mais de uma hora resultou na diferença para os vencedores finais, uma dupla chilena.

“O resultado foi satisfatório, causado por nós mesmos. Peguei um buraco e outras coisas que fazem parte do rally. Mas ficamos no pódio”, relativiza Reinaldo.

Com contrato até 2020 com a marca CAM-AN, a dupla já se projeta na próxima edição do Dakar, seja onde for. E vão competir na mesma categoria, a que mais cresce no rally, segundo Gugelmin. “No ano passado tinha 15 competidores e esse foram 46. Eu acredito que vá crescer mais ainda e está sendo cada vez mais disputada.”

Para voltar ao topo, os dois contam com um ano cheio de etapas de preparação. “Esse ano vamos fazer várias etapas do Mundial e também o rally do Sertão, para pegar cada vez mais o desenvolvimento do carro”, diz Reinaldo.

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