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Aos 41 anos, zagueiro Hilton bate recorde no futebol francês e quer seguir jogando

Por Elcio Ramalho

O zagueiro brasileiro do Montpellier, Hilton Vitorino, já entrou na história do futebol francês ao bater no mês de fevereiro o recorde de longevidade ao superar o jogador Benjamin Nivet.

Em uma idade em que vários jogadores já abandonaram as chuteiras há muito tempo, se afastaram dos gramados e vivem de outras atividades, o brasiliense Hilton continua a impressionar seus companheiros de equipe, dirigentes e a torcida.

Hilton, chegou à França em fevereiro de 2004, transferido do time suíço Servette para o Bastia. Foi o início de uma longa paixão pelo país.

Nesses 15 anos, o zagueiro, ex-jogador do Paraná Futebol Clube, passou por quatro equipes. Foram apenas três títulos, dois de campeão francês, com o Montpellier em 2012 e o Olympique de Marselha em 2010, e um terceiro no mesmo ano com a conquista do Troféu dos Campeões.  

Mas foi no Montepellier que ele se firmou. Já é a oitava temporada defendendo as cores do time do sul da França. E ele exerce seu papel de veterano e capitão do clube fora e dentro do campo.

A RFI conversou com Hilton na saída do Parque dos Príncipes, após a humilhante derrota de 5 a 1 para o PSG, resultado que o zagueiro considerou injusto. No entanto, ele se rende a uma evidência: “Contra o Paris Saint-Germain, se você não faz, acaba tomando”.

Em campo, ele teve que afrontar a sensação do futebol francês, o atacante Mbappé, 21 anos mais novo. Mas a rapidez não é problema para o veterano.

Sempre em grande forma e admirado pelos adversários e companheiros, Hilton Vitorino explica o que o faz ter uma carreira tão longa, fato raro no futebol moderno. “Primeiramente Deus, que me dá muita saúde, e a paixão de jogar, que me renova a cada ano.”

Ele não se diz preocupado em bater recordes, mas está sempre se cuidando. “Chegar nessa idade jogando em alto nível não é fácil, mas é gratificante. Estou me sentindo bem. Independentemente das dificuldades que todo munda acha que eu tenho aos 41 anos, estou me sentindo bem fisicamente”, afirma.

Ambição de continuar

O futuro não chega a preocupá-lo. Nos últimos tempos, Hilton Vitorino renovou seu contrato a cada final de temporada, depois de discussões com o clube. Ele não descarta estar em campo por mais um ano. Tudo vai depender de sua forma física e da eventual proposta e interesse do Montpellier em apostar no seu futebol veterano.

“Estou me sentindo bem, mas não depende só de mim. Não sei se o clube vai querer dar oportunidade de continuar. Minha preocupação é terminar bem e se tiver outra oportunidade, por que não?”, indaga.

O zagueiro Hilton Vitorino, do Montpellier, na saída do estádio Parc des Princes, em Paris, em 22/04/2017. Foto: RFI Brasil/ Elcio Ramalho

Atualmente a ambição do Montpellier é ficar entre os cinco primeiros da tabela para disputar a Liga Europa da próxima temporada. “É nossa meta”, admite o zagueiro, que já fez 20 gols nos gramados da França, país que pretende adotar definitivamente com um pedido de naturalização. “Estou pedindo pelo tempo [de vida no país] e para os meus filhos, porque eles passaram a maior parte da vida aqui e é importante para o futuro deles”, avalia.  

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