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Fifagate: ex-presidente da CBF, José María Marin, é banido para sempre do mundo do futebol

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José María Marin disse que sua vida virou um "inferno" após o processo AFP/Don Emmert

O ex-presidente da CBF, José María Marin, condenado em agosto de 2018 pela Justiça americana a quatro anos de prisão por corrupção, está "banido de qualquer atividade ligada ao futebol". A decisão foi anunciada pela Fifa nessa segunda-feira (15)


Primeiro grande dirigente do mundo do futebol a ser condenado no escândalo "Fifagate", o brasileiro também deverá pagar uma multa equivalente a 1 milhão de francos suíços (quase R$ 4 milhões), informou a Fifa em um comunicado.

O “Fifagate” foi revelado em 2015, com a prisão de Marin em Zurique. A detenção do ex-presidente e de outros nomes de peso do mundo do futebol aconteceu durante o congresso da Fifa na cidade suíça.

Extraditado para os Estados Unidos em novembro do mesmo ano, o brasileiro foi considerado culpado de seis acusações, entre elas a de participação no sistema de corrupção da Fifa, fraude bancária e lavagem de dinheiro.

Suborno em troca da direitos de transmissão dos jogos

Durante o processo, testemunhas afirmaram que o dirigente de 86 anos e seu número dois, Marco Polo del Nero, teriam recebido cerca de US$ 6,55 milhões em forma de suborno. O valor teria sido pago por empresas de marketing esportivo em troca dos direitos de promoção e difusão na televisão dos grandes torneios de futebol sul-americanos.  

Marín chegou a afirmar que o futebol era seu “grande amor”. Mas, desde sua prisão em 2015, ele vive um "pesadelo", que transformou a vida de sua família num "inferno".