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Eleição Itália Segundo turno Silvio Berlusconi

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Berlusconi passa por teste eleitoral em Milão e Nápoles

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O candidato de centro-esquerda Giuliano Pisapia vota no segundo turno das municipais em Milão. Reuters

Os eleitores italianos votam neste domingo e na manhã de segunda-feira no segundo turno das eleições municipais em 88 cidades da Itália e também elegem seis presidentes de região. Enfraquecido por uma série de escândalos, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi pode perder as prefeituras de Milão, sua base eleitoral, e Nápoles.


O primeiro turno das eleições municipais na Itália, nos dias 15 e 16 de maio, já havia representado uma derrota para o premiê Silvio Berlusconi em Bolonha e Turim com a vitória da oposição de centro-esquerda nas duas cidades. Hoje e amanhã, no segundo turno, Berlusconi, está ameaçado em Nápoles e Milão, capital econômica do país, base eleitoral histórica da Liga Norte e sede do Fininvest, o império de telecomunicações do premiê.

Milão é controlada pela direita há 20 anos, mas a candidata de Berlusconi, Letizia Moratti, que tenta a reeleição, está ameaçada pelo advogado Giuliano Pisapia, de centro-esquerda, que teria 48% das intenções de voto contra 41% da adversária, segundo pesquisas de intenção de voto.

Na outra cidade teste para a popularidade de Berlusconi, Nápoles, o empresário Gianni Lettieri, candidato da direita, chega favorito à votação, mas pode ser surpreendido pelo candidato de centro-esquerda e ex-juiz Luigi de Magistris. O ex-juiz foi desafiado no primeiro turno por um candidato da mesma base eleitoral. Vencedor do duelo, Magistris pode se beneficiar de uma transferência de votos do mesmo eleitorado. 

Berlusconi acompanha a votação de sua mansão na Sardenha, onde passa o fim de semana. Antes de viajar, ele disse que uma eventual derrota no segundo turno das municipais em Milão e Nápoles não teria impacto em seu governo. Il Giornale, jornal da família do premiê italiano, afirma em sua edição deste domingo que Berlusconi tem confiança total em Umberto Bossi, líder da Liga Norte.

No sábado, o chefe do governo italiano sofreu mais um revés político com a renúncia da secretária de Estado Daniela Melchiorre, presidente de um pequeno partido liberal-democrata integrante da aliança governamental. A saída da ex-aliada não compromete o governo, que continua podendo contar com 320 deputados no parlamento, quatro a mais do que a maioria absoluta.

Berlusconi responde atualmente a três processos na justiça italiana, entre eles o Rubygate, escândalo sexual envolvendo uma ex-modelo marroquina.