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Confronto entre manifestantes e católicos deixa 11 feridos

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Protestos contra evento católico acabam com oito presos e 11 feridos. REUTERS/Juan Medina

Críticas, protestos, beijo gay coletivo e confronto violento entre jovens aguardam o papa Bento XVI, que chegou hoje em Madri para participar da Jornada Mundial da Juventude. Na quarta-feira à noite, uma manifestação contra a vinda do papa terminou em pancadaria entre jovens católicos e os chamados “indignados” espanhóis. Onze pessoas ficaram feridas.
 


A marcha começou como um protesto contra os gastos do governo com a vinda do papa, que, segundo a organização Europa Laica, custará à Espanha cerca de 20 milhões de euros.

O governo banca a hospedagem dos cerca de um milhão de jovens católicos e ainda arca com 80% de seus bilhetes de metrô, que para os madrilenhos aumentou em 50% na semana passada. Além disso, empresas patrocinadoras do evento, como Santander e Telefônica, poderão deduzir até 15% de seus impostos.

Com os ânimos acirrados, os manifestantes e os jovens católicos, que faziam uma procissão no mesmo momento, se encontraram na Porta do Sol, a principal praça de Madri, que virou palco dos indignados. No encontro, houve trocas de xingamentos. Grupos católicos chamavam os manifestantes de “pecadores”, que respondiam gritando “pederastas” e vaiando freiras e padres que passavam pelo local.

Um grupo de católicos revidou a provocação, dando início à briga. A polícia apartou os dois grupos com cassetetes e isolou toda a praça, que ficou fechada o resto da noite. Onze pessoas ficaram feridas e oito manifestantes foram presos após os confrontos.

Nesta manhã, a Porta do Sol amanheceu vazia e o policiamento nas ruas foi reforçado para receber o papa.
Bento 16 ficará em Madri até domingo para participar de missas, visitas a monastérios e igrejas e encontro com jovens dos cinco continentes. Ainda hoje, ele visitará o centro da cidade a bordo do papamóvel. Manifestantes planejam outro protesto e um beijo gay coletivo durante o passeio da santidade pela cidade.