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UE valida acordo comercial com palestinos

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Nesta terça-feira, o parlamento europeu, em Estrasburgo, deu o sinal verde para um acordo comercial entre a União Europeia e os Territórios Palestinos. Flickr/John & Mel Kots

O parlamento europeu aprovou, nesta terça-feira, um acordo comercial entre a União Europeia e os Territórios Palestinos. A suspensão de boa parte das barreiras alfandegárias impostas aos produtos agrícolas e pescados vindos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, prevista em uma parceria comercial concluída em março, recebeu o sinal verde dos deputados europeus.


A decisão vai permitir a chegada de novos produtos palestinos ao mercado europeu. Alguns produtos da União Europeia, que em 2009 exportou 50, 5 milhões de euros anuais para a região, terão reciprocidade em relação a suspenso de taxas.

Os territórios palestinos exportam apenas 6, 1 milhões de euros e são um dos menores parceiros econômicos do bloco. A aprovação acontece poucos dias depois do pedido de adesão às Nações Unidas de um Estado Palestino.

O acordo, que não inclui a comercialização de legumes e frutas, deve entra em vigor até o início de 2012. Ele é valido por dez anos e deve ser revisto nos próximos cinco anos, podendo ser renovado. No entanto, o contrato é sobretudo simbólico, pois grande parte das trocas comerciais palestinas passam por Israel. A Autoridade Palestina controla apenas uma parte da Cisjordânia.

O Parlamento europeu insistiu para que os produtos agrícolas originários de «colônias ilegais» israelenses na Cisjordânia, não possam chegar ao mercado europeu com tarifas preferenciais.

De acordo com a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, facilitar o comércio palestino é um elemento crucial do processo de construção de um Estado que a Europa apoia política e financeiramente.