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Sarkozy vai receber Gilad Shalit em Paris

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O presidente francês Nicolas Sarkozy retira cartaz que pede a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, durante viagem a Nice, no sul da França, nesta terça-feira. REUTERS/Eric Feferberg/Pool

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, se declarou hoje "aliviado" com a libertação de Gilad Shalit e disse ter esperança de que isso permita a retomada das negociações de paz no Oriente Médio. Sarkozy afirmou que receberá o soldado franco-israelense em Paris em breve. O presidente francês se encontrou várias vezes com o pai do soldado nos últimos cinco anos. "Acredito que o fato de Gilad ter sido reconhecido como francês desde o início contribuiu muito para mantê-lo vivo", acrescentou.

 


Nicolas Sarkozy também fez uma homenagem ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, dizendo que entende a dificuldade da decisão de liberar mais de mil prisioneiros, alguns culpados de crimes de sangue, para garantir a libertação de Shalit.

Líderes do mundo inteiro expressaram nesta terça-feira sua satisfação com a libertação do soldado franco-israelense Gilad Shalit, que desde 2006 era mantido prisioneiro pelo Hamas na faixa de Gaza.

A chanceler alemã Angela Merkel elogiou o governo egípcio por seu papel de mediador do acordo entre Israel e o Hamas, e disse esperar que "a colaboração bem-sucedida entre Israel e Egito leve ao retorno de relações de boa vizinhança entre os dois países após um recente período de tensões."

Já o primeiro-ministro britânico David Cameron elogiou seu colega israelense por ter aceitado um acordo que permitiu a criminosos condenados pela justiça saírem da prisão após cumprirem apenas uma fração de suas penas. Ele também expressou sua admiração pela coragem que Gilad Shalit e sua família mostraram durante o longo cativeiro. "Permanecemos comprometidos com a causa da paz no Oriente Médio. Continuaremos a trabalhar por negociações diretas para alcançar esse objetivo", afirmou David Cameron.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse esperar que a libertação de Shalit abra "um novo capítulo de paz e esperança no Oriente Médio".

Mundo islâmico

O vice-primeiro-ministro turco, Bület Arinc, reivindicou o reconhecimento da contribuição de seu país à libertação do soldado Shalit. Arinc disse que Israel "conhece" o papel que a Turquia teve, e que isso foi reconhecido "ao nível da presidência" israelense. As relações da Turquia com Israel ficaram abaladas desde que o exército israelense matou nove turcos durante o ataque a uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza no último ano.

O Irã, principal inimigo de Israel, felicitou a "nação palestina pela libertação dos prisoneiros detidos pelo regime sionista ilegítimo".