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Bélgica Crise Governo

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Alberto II nomeia novo governo belga dirigido por Elio di Rupo

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Elio Di Rupo francófono e socialista é o novo primeiro-ministro belga. REUTERS/Thierry Roge

Depois de 540 dias sem governo, o rei Alberto II nomeou na noite desta segunda-feira um novo governo belga, tendo a frente o primeiro-ministro socialista Elio di Rupo. Os seis partidos, que integram as negociações para a formação de um governo de coalizão para a saída da crise, concluíram um acordo sobre a repartição dos ministérios.


Seis ministros francófonos, liderados por Rupo, seis ministros flamengos e seis secretários de Estado devem integrar o novo gabinete. O novo primeiro-ministro é pela primeira vez, em mais de 30 anos, o primeiro francófono a frente do país.

Em um comunicado, o palácio real informou que Steven Vanackere será o novo ministro das Finanças, enquanto Didier Reynders assume o Ministério das Relações Exteriores.

Mantendo ecologistas e nacionalistas flamengos na oposição, o novo executivo não apresenta muitas mudanças, conservando mesmo alguns ministros-chave de sua antiga formação. A francófona Laurette Onkelinx aparece no ministério de Assuntos Sociais e Saúde, enquanto o democrata-cristão Pieter De Crem, continua no ministério da Defesa.

A centrista Joëlle Milquet deixa o Ministério do Emprego para o do Interior, enquanto Melchior Wathelet fica sendo o responsável pela secretaria de Energia, Meio Ambiente e Transportes.Com os liberais flamengos ficaram os ministérios da Justiça e o da imigração.

Na quarta-feira, Rupo fará sua declaração de política geral diante de deputados. Já na quinta-feira ele participa da Cúpula de dois dias da União Europeia, na capital belga. No entanto, seu governo não tem o apoio da maioria dos deputados flamengos, em um país onde 60% da população tem essa mesma origem.