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Milionário russo Prokhorov vai concorrer à presidência contra Putin

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O milionário russo Mikhail Prokhorov. REUTERS/Denis Sinyakov

O empresário Mikhail Prokhorov, o terceiro homem mais rico da Rússia, dono de uma fortuna de 18 bilhões de dólares segundo a revista Forbes, anunciou hoje que vai concorrer às presidenciais de março de 2012 contra o atual primeiro-ministro, Vladimir Putin. Prokhorov foi afastado há três meses da direção do partido conservador Pravoe Delo (Causa Justa, em português), depois de entrar em conflito com o Kremlim. 


"Eu tomei a decisão mais importante da minha vida", declarou Prokhorov ao anunciar sua candidatura à presidência nas eleições programadas para o mês de março. O milionário vai enfrentar Vladimir Putin cujo partido Rússia Unida, apesar de ter vencido as eleições legislativas no início do mês, é contestado pela oposição e acusado de fraudes.

"Não costumo desistir no meio do caminho", alertou o magnata, acrescentando que vai lutar para recolher as duas milhões de assinaturas necessárias para validar sua candidatura na justiça eleitoral. Prokhorov disse não ter comunicado sua intenção de se candidatar nem a Putin nem ao presidente Dmitri Medvedev.

Perguntado por jornalistas se ele não tinha medo de ir parar na cadeia como aconteceu com outro milionário russo que desafiou Putin, o magnata do petróleo Mikhail Khodorkovski, Prokhorov respondeu que não temia represálias por "não estar fazendo nada de ilegal". Khodorkovski está preso numa penitenciária da Sibéria desde 2003, condenado num julgamento duvidoso por fraude fiscal e crime do colarinho branco, depois de ter financiado a oposição a Putin nas eleições de 2004.

Quando foi afastado do pequeno partido conservador Pravoe Delo, em setembro passado, Prokhorov acusou o Kremlim de estar por trás da manobra. Agora, ele vai tentar derrotar Putin, candidato a um terceiro mandato presidencial após as vitórias de 2000 e 2004. O empresário não confirmou se vai participar da grande manifestação da oposição programada para o dia 24 de dezembro.

Em consequência da forte mobilização anti-Putin nos últimos dias, o instituto de pesquisas FOM, próximo do poder na Rússia, indicou que não vai mais divulgar os resultados das sondagens de popularidade de Putin.