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União Europeia afirma faltar ambição no texto da Rio+20

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Peixes gigantes feitos a partir de garrafas pet recicladas na praia de Botafogo, Rio de Janeiro, nesta terça-feira. REUTERS / Ueslei Marcelino

Para a União Europeia (UE), falta ambição no texto de base da Rio+20 proposto pelo Brasil e aprovado ontem em plenária. Mesmo assim, os negociadores do bloco reconhecem que o documento representa avanços no caminho do desenvolvimento sustentável. De certa maneira, a UE sai como a grande derrotada nas negociações preparatórias da conferência. “Queríamos mais comprometimentos concretos, sinais mais claros de possibilidades de envolvimento do setor privado e de instituições internacionais no financiamento das ações de desenvolvimento sustentável”, afirmou Janez Potocnik, o comissário europeu para o Meio Ambiente, ao comentar sobre o resultado do texto que será levado aos chefes de Estado e governo, a partir desta quarta-feira.


A UE, por exemplo, não conseguiu manter a proposta original de transformar o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em uma agência das Nações Unidas. Sem o apoio dos EUA e de alguns países emergentes, a ideia não vingou. Segundo o documento final, o programa terá apenas algumas modificações em sua estrutura e uma promessa de financiamento regular. Além disso, o bloco perdeu nas definições de temas e prazos para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no acordo que não saiu sobre os oceanos.

Durante as negociações, o Brasil e a UE entraram em choque pela condução da negociação e o teor do documento. Nos bastidores, os europeus criticaram a primeira versão do texto redigido pelo governo brasileiro. Eles disseram que o conteúdo era fraco e desequilibrado, por dar mais ênfase à erradicação da pobreza do que ao desenvolvimento sustentável. Uma questão fundamental para os negociadores europeus era o fortalecimento do conceito de economia verde, que alguns países do bloco vêem como uma das soluções para a crise econômica. Nesta área, porém, a União Europeia se diz relativamente satisfeita com a manutenção do capítulo no texto de base da Rio+20, que lança as bases da economia verde.