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Festival de Pamplona começa, com orçamento reduzido

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A multidão corre dos touros pelas ruas de Pamplona. Reuters

Touros e ouros, crise e muita festa. Esses são os três ingredientes básicos da edição deste ano do Festival de Pamplona, uma das celebrações mais típicas e fervorosas da Espanha. São nove dias de festas ininterruptas, que também celebram o patrono de Pamplona, São Fermin.


Luisa Belchior, correspondente da RFI em Madri

 A cada ano, cerca de dois milhões de pessoas de todo o mundo participam do evento, cuja atração principal é a corrida na frente de touros soltos pelas ruas da cidade até chegar à praça de touros. Essa corridas são transmitidas diariamente ao vivo pela televisão espanhola; uma prática que, a cada ano, grupos de proteção aos animais tentam impedir. Este ano, programam uma série de protestos pela cidade.

A organização do Festival de Pamplona alega que é preciso ser profissional e bem treinado para correr com os touros, mas diz que não tem como controlar o número de pessoas que participam da tradição, sobretudo estrangeiros. Por isso faz uma série de recomendações aos visitantes, que nem sempre são respeitadas. Desde 1924, 15 mortes por acidentes com os touros foram registradas no festival.

Este ano, porém, esta não é a única preocupação. Com a crise, o governo cortou 10% do orçamento da festa, estimado em 2,4 mlhões de euros. A esperança da cidade é compensar o corte com a arrecadação dos turistas, que já ocupam 90% dos quartos de hoteis disponíveis, similar ao ano passado. A partir do quarto dia da festa, no entanto, a taxa já cai para os 70%.