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Justiça Wikileaks Espanha Londres Julian Assange Processo Extradição Suécia Abuso sexual

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Ex-juiz espanhol Baltasar Garzón vai defender Julian Assange de graça

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O espanhol Baltasar Garzón, advogado do fundador de Wikileaks,Julian Assange REUTERS/ Andrea Comas

O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón afirmou nessa segunda-feira que vai defender gratuitamente o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, 41 anos, por acreditar que ele é vítima de perseguição dos Estados Unidos. Assange está refugiado desde junho na embaixada do Equador em Londres, desde que o governo de Rafael Correa lhe concedeu asilo político.


Em entrevista a um canal de TV equatoriano, Garzón disse que vai defender Assange de graça por altruísmo, considerando que o jornalista australiano "é alvo de uma grande injustiça". O ex-juiz espanhol ficou famoso internacionalmente por ter lançado um mandado de prisão contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, além de ter instruído outros processos polêmicos cometidos por governos ditatoriais.

Para Garzón, Assange é vítima de perseguição política dos Estados Unidos. O ex-juiz evoca manobras secretas, mas "claramente comprovadas" para incriminar o australiano. Refugiado desde o dia 19 de junho na embaixada do Equador em Londres, Assange deveria ser extraditado para a Suécia onde é acusado de abuso sexual. Assange nega o crime e teme que da Suécia, ele seja extraditado para os Estados Unidos onde pode ser condenado por ter divulgado no WikiLeaks documentos secretos da diplomacia americana.