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G7 cancela cúpula do G8 na Rússia em represália à anexação da Crimeia

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Os líderes do G7 e da União Europeia (UE) reunidos nesta segunda-feira (24) em Haia. REUTERS/Kevin Lamarque

Os líderes do G7, grupo de países mais industrializados do mundo, cancelaram ontem o encontro do G8 com a Rússia previsto para junho, em Sochi, em represália à intervenção de Moscou na crise ucraniana e à anexação da Crimeia. O governo russo declarou nesta terça-feira (25) que o cancelamento da reunião de cúpula do G8 que estava marcada para junho, em Sochi, “é contraproducente para todos os países do grupo.”


Os ocidentais tomaram à decisão de cancelar o G8 em uma reunião ontem à noite (24), em Haia, na Holanda, à margem da cúpula de Segurança Nuclear convocada por Barack Obama.

Logo após a reunião, o chanceler francês, Laurent Fabius, declarou que o encontro “durou cerca de 1h30, foi extremamente denso e que uma série de decisões foi tomada sobre a anexação da Crimeia pela Rússia”. Ele disse que a cúpula do G8 será substituída por um G7, sem a participação da Rússia, que acontecera em Bruxelas, no mês de junho.

A decisão é mais uma represália a Moscou pela anexação da Crimeia e pelo avanço militar russo na Ucrânia. “A condenação foi por unanimidade”, garantiu Fabius. A Rússia avalia que o cancelamento do G8 em Sochi é “contraproducente para todos.”

Novas sanções

Os ocidentais se preparam para anunciar uma nova leva de sanções contra a Rússia. Laurent Fabius informou que as sanções da terceira fase serão principalmente econômicas.

Os países do bloco se preparam para as possíveis reações russas, principalmente no setor energético. “Evidentemente quando se fala em sanções e de reações possíveis, a questão energética aparece e temos que criar condições para não depender tanto da Rússia quanto hoje nesse setor e um ponto muito importante da reunião é que foi pedido a todos os países para reduzirem a dependência energética deles em relação à Rússia”, salientou o chanceler francês.

A cúpula sobre segurança nuclear, que visa proteger o mundo da proliferação de bombas sujas, continua até a noite de hoje com a presença de 50 chefes de Estado e de governo, em Haia.