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Aborto Crime Direitos da Criança Padre Papa Francisco Pedofilia

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Papa pede perdão pelos abusos cometidos por padres pedófilos

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O papa Francisco abençôa bebê no Vaticano durante cerimônia em homenagem a Paulo 6°, nesta quinta-feira (10). REUTERS/Max Rossi

Pela primeira vez desde que assumiu o Pontificado, no ano passado, o papa Francisco pediu perdão nesta sexta-feira (11), em nome da Igreja, pelos abusos sexuais cometidos por padres pedófilos. Num dia de preces dedicadas à proteção das crianças, o papa afirmou ainda que o aborto e o infanticídio são crimes hediondos.


"Sinto-me na obrigação de assumir todo o mal cometido por alguns sacerdotes, um pequeno número em relação ao conjunto da Igreja. Peço pessoalmente perdão pelo dano que causaram ao abusar sexualmente de crianças", declarou Francisco ao receber, no Vaticano, uma delegação do Secretariado Internacional Católico da Infância, que tem sede em Paris.

O papa emérito Bento 16 também pediu perdão pelos crimes de pedofilia na Igreja Católica, mas esta é a primeira vez que o papa argentino se desculpa em público. "A Igreja tem consciência desse mal. Não queremos dar marcha a ré em relação a esse problema, nem nas sanções que devem ser aplicadas", disse Francisco. "Ao contrário, acho que as sanções devem ser fortes", acrescentou. "Com criança não se brinca!", exclamou o papa.

"Combater o diabo"

Na missa que celebrou nesta manhã no Vaticano, o papa disse que é preciso "aprender com o Evangelho a combater o diabo no século 21". Ele qualificou o aborto e o infanticídio de crimes hediondos. "A vida humana é sagrada e inviolável", enfatizou.

O sumo pontífice recordou a necessidade de "reafirmar o direito das crianças a crescer numa família, com um pai e uma mãe capazes de criar um ambiente idôneo para o seu desenvolvimento e maturidade afetiva". Francisco defendeu "o direito dos pais à educação moral e religiosa dos seus filhos", e rejeitou qualquer "experimentação educativa com as crianças".