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Bálcãs Chuvas Enchentes Epidemia

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Bálcãs mantêm estado de alerta para novas enchentes e epidemias

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Vários vilarejos da Sérvia foram cobertos pelas águas. Na foto ruas inundadas, na cidade de Belgrado. REUTERS/Antonio Bronic

Os Bálcãs continuam em estado de alerta diante do aumento no volume dos rios e se preparam para enfrentar o risco de epidemias, após uma semana de inundações que afetaram mais de 1,6 milhão de pessoas e deixaram pelo menos 50 mortos.


Na Sérvia, o poder público continua reforçando os diques nas cidades atravessadas pelo rio Sava. A situação é mais complicada no noroeste da vizinha Bósnia, onde vários vilarejos foram cobertos pelas águas. As autoridades estimam que levarão dez anos para reparar os estragos causados pelas enchentes.

Riscos

Nas cidades onde as águas já baixaram, a preocupação agora é limpar e desinfetar, para evitar a propagação de epidemias. Os especialistas advertem que o aumento de temperatura vai acelerar a decomposição dos animais mortos nas enchentes.

O governo da Bósnia pediu à comunidade internacional unidades de incineração móveis. A ajuda humanitária estrangeira continua chegando à região. Cerca de 400 socorristas de países-membros da União Europeia (UE) estão apoiando os colegas locais.

Prejuízos

As primeiras estimativas sobre os prejuízos na Sérvia indicam prejuízos que ultrapassam em muito o nível de 0,64% do Produto Interno Bruto, exigido pela União Europeia para desbloquear fundos para emergências humanitárias. Cerca de 3.500 quilômetros de estradas foram devastados pelas inundações.

Na Bósnia, um quarto dos quase quatro milhões de habitantes foram afetados pelas enchentes e estão sem água potável. Mais de cem mil pessoas foram retiradas de suas casas, provocando o maior êxodo populacional desde a guerra no início dos anos 90. Além disso, mais de 30 mil pessoas na Sérvia e cerca de 15 mil na Croácia tiveram que deixar seus domicílios.