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Rússia celebra um ano de anexação da Crimeia com festa e exercícios militares

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República da Crimeia e a cidade de Sebastopol comemoram 1° aniversário de anexação pela Rússia. REUTERS/Maxim Shemetov

A Rússia decretou feriado na Crimeia nesta quarta-feira (18) para os moradores celebrarem um ano da anexação, por Moscou, da ex-península ucraniana. Concertos de música nos arredores do Kremlin, em Simferopol e em toda a península da Crimeia vão marcar o aniversário da assinatura, pelo presidente russo Vladimir Putin, do tratado de anexação.


A festa começou há três dias com desfiles de carros e fogos de artifícios em Sebastopol. A União Europeia e países ocidentais consideram "ilegal" e "ilegítima" a reconquista do território ao sul da Ucrânia, após um referendo contestado. Na segunda-feira (16), a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, expressou também preocupação com a "militarização crescente" da península.

Economia dependente de Moscou

Depois de a economia ter voltado ao comando russo, muitas empresas da Crimeia disseram estar satisfeitas com a conquista de um novo mercado e do apoio estatal de Moscou. Mas outra parte do empresariado sente o impacto negativo devido ao fim de investimentos ocidentais. O isolamento deixou a economia local muito dependente da Rússia, que está em crise.

Ignorando as críticas, Moscou multiplica sinais de domínio sobre a Crimeia. Já lançou um grande projeto para construir uma ponte de 4,5 km ligando a ponta da península ao território continental da Rússia, no trecho que separa o Mar Negro do Mar de Azov. A obra deverá ficar pronta no final de 2018.

O ministério russo da Defesa confirmou nesta quarta-feira (17) o envio à Crimeia de aviões Tupolev 22-M3, capazes de transportar armas atômicas. As aeronaves participam de amplos exercícios militares da Rússia, que não estavam previstos.

Moscou já repetiu várias vezes sua disposição de ver, a partir de 2016, seus aviões baseados na Crimeia, onde já existe uma importante base naval russa.

Ucrânia aprova novas leis para o leste

O parlamento ucraniano adotou na terça-feira (17) dois projetos de lei que garantem maior autonomia às regiões leste do país. Em contrapartida, as autoridades dessas regiões devem organizar eleições locais transparentes e de acordo com as leis ucranianas. Líderes separatistas criticam as regras estabelecidas por Kiev.

Os textos aprovados foram elaborados a partir dos acordos de Minsk e completam uma série de leis sobre o "estatuto especial" dos territórios controlados pelos separatistas pró-russos.