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Alemanha Pedágio Estradas

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Alemanha adota pedágio polêmico visando motoristas estrangeiros

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O governo promete que a nova taxa para veículas irá ser usada na manutenção de estradas. Foto: Reuters

O parlamento alemão adotou nesta sexta-feira (8) um polêmico projeto de pedágio para carros que visa principalmente motoristas estrangeiros. O texto é contra as leis europeias e além de Bruxelas, países vizinhos da Alemanha já protestam contra a taxa.


A Bundesrat, câmara alta do parlamento alemão, deu sinal verde para o projeto de lei já aprovado pela Bundestag, a câmara baixa. O texto prevê a criação, em 2016, de um selo obrigatório para carros circularem nas rodovias regionais e nacionais do país. O valor da taxa será estipulado de acordo com o ano de fabricação do veículo, a cilindrada do motor e critérios ambientais. O selo pode custar até € 130 (RS$ 436).

O projeto foi apresentado pelo partido CSU, aliado do partido conservador da chanceler Angela Merkel e membro da coalizão no poder. O CSU defendeu a criação de um pedágio para estrangeiros para agradar seus eleitores da região da Bavária, onde muitos motoristas são obrigados a pagar taxas para circular nas estradas das vizinhas Áustria e Suíça.

Como um pedágio exclusivo para motoristas estrangeiros contraria as regras europeias, a solução encontrada foi de um selo eletrônico a ser pago por todos os carros. Para garantir que os estrangeiros paguem mais, a taxa obrigatória para todos os proprietários de veículos na Alemanha será reduzida para evitar uma cobrança dupla.

Os motoristas estrangeiros terão que pagar por um selo de curta duração valores que podem chegar a € 15. Atualmente, apenas os caminhões pagam uma taxa extra para rodarem nas rodovias alemãs.

Meio bilhão de euros por ano em recursos extras

O ministro dos Transportes, Alexander Dobrindt, disse que o novo pedágio irá garantir o desenvolvimento das infraestruturas rodoviárias a longo prazo. Segundo ele, a taxa irá recolher € 500 milhões extras por ano aos cofres do governo. Os recursos deverão ser usados para a manutenção e expansão das estradas.

Antes mesmo de ser adotada, a lei já provoca críticas e reclamações de muitos países vizinhos da Alemanha. Além da Áustria, Holanda e França, a União Europeia expressou preocupação com o que considera uma discriminação de motoristas estrangeiros.