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Grécia Dívida União Europeia FMI Negociações Calote

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Semana começa sob tensão na Europa após fracasso de negociações sobre dívida da Grécia

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Caso um acordo sobre a dívida grega não seja firmado, Atenas deve entrar em estado de emergência no dia 1° de julho. REUTERS/Kostas Tsironis

Depois do fracasso das negociações neste fim de semana entre a Grécia e seus credores, começa a contagem regressiva nesta segunda-feira (15) para a conclusão de um acordo que evite que Atenas dê um calote em suas dívidas. Restam apenas 15 dias para que o governo grego quite o pagamento de € 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI).


Dia 30 de junho é a data limite para que a Grécia reembolse a primeira parcela da dívida. Para isso, o país precisa do montante de € 7,2 bilhões de euros de um empréstimo previsto no plano de ajuda, mas que está suspenso. Para liberar o dinheiro, o FMI e europeus exigem de Atenas reformas no sistema de aposentadorias, mais impostos e garantias de financiamento dos gastos públicos.

Em entrevista nesta segunda-feira a um jornal grego, o primeiro-ministro, grego Alexis Tsipras, disse que aguarda "pacientemente" que os credores se curvem ao "realismo". Segundo ele, várias concessões já foram feitas.

Estado de emergência

O Comissário Europeu Gunter Oettinger, adverte que, sem o acordo, a União Europeia deve se preparar para enfrentar um estado de emergência na Grécia a partir de 1° de julho. Um dos líderes do partido de Angela Merkel no parlamento, Oettinger diz que os deputados não aprovarão nenhum acordo sobre a Grécia sem o aval do FMI.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, disse ainda acreditar em um acordo sobre a dívida do país, mas, na presença da chanceler Angela Merkel. Ele disse que o "Grexit", expressão que significa a saída a Grécia da zona do euro, não é uma solução sensata.

Alexis Mitropoulos, vice-presidente do parlamento grego, do partido Syriza, o mesmo do premiê Tsipras, lançou hoje a proposta de um referendo ou eleições antecipadas em caso de ruptura nas negociações.

Bolsas abrem em queda

O impasse na situação grega trouxe turbulência no mercado financeiro. As bolsas europeias iniciaram o dia em queda. Em Atenas, o índice perdeu mais de 6%. Paris abriu em queda de 1,11% e, em Londres, o recuo não chegou a 1%.

Propostas incompletas

As negociações que Grécia e seus credores mantinham desde sábado em Bruxelas foram concluídas neste domingo (14) com novo impasse, devido a divergências entre as partes envolvidas, informou um porta-voz da União Europeia. "As propostas gregas continuam incompletas", insistiu.

Já uma fonte do governo grego taxou as exigências dos credores de” irracionais”. "As negociações duraram apenas 45 minutos", destacou a fonte, atribuindo o fracasso do encontro à posição intransigente do FMI.

O porta-voz afirmou, no entanto, que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, continua convencido de que é possível encontrar uma solução até o fim do mês, quando a Grécia deverá saldar sua dívida junto ao FMI.