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Acordo Grécia Dívida Calote Alexis Tsipras

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Grécia apresenta proposta de acordo "benéfico" para europeus

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O primeiro-ministro Alexis Tsipras viaja ainda neste domingo (21) para Bruxelas, onde será realizada uma reunião crucial sobre o futuro da Grécia na zona do euro. Reuters

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, apresentou neste domingo (21), por telefone, algumas propostas à chanceler alemã, Angela Merkel, ao presidente francês, François Hollande, e ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sobre um "acordo benéfico para todas as partes". O premiê deve viajar ainda hoje para Bruxelas, onde participa amanhã de uma reunião crucial com chefes de Estado europeus sobre o futuro da Grécia na zona do euro.


Segundo um comunicado divulgado pelo gabinete de Tsipras, o acordo "deve dar uma solução definitiva e não provisória" à situação financeira da Grécia, país à beira da falência. O prazo para alcançar um acordo e pagar a dívida de € 1,6 bilhão ao FMI termina no dia 30 de junho. Se essas etapas forem cumpridas, o governo grego receberá uma parcela de empréstimo vital para o país, de € 7,2 bilhões.

Ontem (20), as autoridades europeias pediram a Atenas que apresentasse novas propostas antes da reunião de cúpula desta segunda-feira (22), em Bruxelas. O governo grego e os credores retomaram o diálogo no fim de semana para aproximar posturas e evitar o fracasso da reunião de chefes de Estado e de Governo da zona do euro.

Conselho de ministros

Tsipras presidiu neste domingo o conselho de ministros em Atenas, onde informou o gabinete sobre as modificações que podem acontecer nas propostas gregas, até agora rejeitadas pelos credores do país (UE e FMI). Uma fonte próxima ao Executivo deu a entender no sábado que a Grécia poderia aceitar novas concessões, desde que um eventual acordo inclua um plano para reestruturar a dívida grega.

Outros integrantes da equipe de negociação da Grécia viajarão neste domingo para Bruxelas, como o vice-ministro das Relações Exteriores, Euclides Tsakalotos.

O mais rápido possível

Em visita à Milão, o presidente François Hollande, declarou hoje que a França e a Itália querem um acordo "o mais rápido possível" para resolver a crise na Grécia. O chefe de Estado francês se reuniu nesta manhã com o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi para discutir "uma posição comum" dos dois países sobre a questão.

"Esperamos que nas próximas horas haja uma discussão que possa ser decisiva", disse Hollande em uma coletiva de imprensa que realizou com Renzi. Para o presidente francês, "tudo deve ser feito para que a Grécia permaneça na zona do euro, respeitando os engajamentos feitos. "Mas, atenção, sabemos que a data limite é dia 30 de junho", finalizou.

Alemães são menos diplomáticos

Já os alemães não poupam críticam à demora para o fechamento de um acordo e são mais incisivos. "Ou a Grécia aceita uma solução viável, ou ela deixa a zona do euro" declarou hoje Hans Michelbach, membro do partido União Cristã Social (CSU) e aliado da chanceler alemã Angela Merkel.

"Assistimos a um espetáculo desonroso: 27 Estados da União Europeia deixam Alexis Tsipras levá-los na palma da mão", declarou outro membro do partido, Hans-Peter Friedrich, que faz um apelo para que Merkel não ceda às exigências dos gregos.

O presidente do Parlamento Europeu e integrante do Partido Social-Democrata alemão vai ainda mais longe nas críticas. "O que não vai funcionar é deixar a zona do euro e não pagar suas dívidas, esperando que as parcelas de ajuda continuarão chegando facilmente", provocou.