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Futuro da Europa não está em jogo na crise grega, diz Merkel

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A chanceler Angela Merkel e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Berlim, no dia 1° de junho de 2015. REUTERS/Hannibal Hanschke

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta quarta-feira (1) que a crise grega não coloca em jogo "o futuro da Europa" e recusou "um compromisso a qualquer preço" com a Grécia, que busca um acordo com seus credores. "O futuro da Europa não está em jogo", disse a chanceler, reiterando que não será possível encontrar uma saída à crise grega antes do referendo de domingo (5) na Grécia.


Este referendo "é esperado com tranquilidade porque a Europa é forte", disse Merkel, ressaltando: "um bom europeu não é o que busca a qualquer preço um compromisso".

O presidente francês, François Hollande, tem opinião diferente da chanceler alemã e defende um acordo "imediatamente" entre Atenas e os seus credores europeus para evitar um desgaste maior à zona do euro. "Temos de ser claros, o acordo é agora", disse Hollande, acrescentando que não há razão para adiar um compromisso.

O Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro, vai discutir hoje, no final da tarde, a nova proposta da Grécia para tentar sair da crise. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, provocou uma reviravolta ao pedir ontem um novo plano de resgate à União Europeia. A proposta de Atenas prevê uma reestruturação da dívida pública em troca de um novo socorro financeiro de cerca de € 30 bilhões em um prazo de dois anos.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, disse em Bruxelas que a zona do euro "pode resistir aconteça o que acontecer na Grécia".

A Grécia entrou em moratória com o Fundo Monetário Internacional à meia-noite desta terça-feira (30) depois de não ter pago a dívida de € 1,6 bilhão à instituição. Isso significa que Atenas não pode mais contar com os recursos do organismo multilateral

"Não" recua nas pesquisas sobre referendo

Uma pesquisa divulgada hoje mostra que 46% dos gregos pretendem votar "não" no referendo de domingo sobre as propostas dos credores do país (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), mas o percentual registrou queda nos últimos dias.

A sondagem do instituto Prorata para o Diário dos Redatores foi realizada entre domingo e terça-feira, depois que o governo anunciou o referendo de 5 de julho, no qual defende o voto "não", e um controle de capitais. Entre as pessoas entrevistadas depois da entrada em vigor do controle de capitais, o "não" registra índice de 46%. A pesquisa mostra que 37% das pessoas pretendem votar "sim" e 17% estão indecisas.