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Grécia Alemanha Crise financeira Zona do Euro Ajuda financeira

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Deputados alemães debatem novo plano de ajuda financeira à Grécia

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Merkel defende terceiro plano de ajuda financeira para a Grécia diante do Bundestag. REUTERS/Axel Schmidt

Os deputados alemães devem aprovar nesta sexta-feira (17) a abertura das negociações sobre um terceiro plano de ajuda para a Grécia. A chanceler Angela Merkel defendeu o pacote diante do Bundestag, apesar da resistência de parte dos conservadores e das dúvidas emitidas por seu próprio ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, sobre as chances de êxito da votação e a eficácia do projeto.


Angela Merkel alertou durante seu discurso diante do Parlamento para os riscos de um possível boicote dos deputados ao plano de ajuda a Atenas. “A alternativa para esse acordo não seria uma saída provisória (da Grécia) da zona do euro, e sim um caos previsível”, declarou a chefe do governo alemão na abertura das discussões no Bundestag. "Seríamos totalmente irresponsáveis se não tentássemos tomar este caminho", disse a chanceler.

A maioria dos congressistas conservadores dos partidos CDU e CSU e quase todos os deputados do Partido Social Democrata se pronunciaram na quinta-feira (16) a favor da aprovação. A votação acontece logo após a sessão de debates.

A perspectiva de uma nova ajuda à Grécia provoca a hostilidade de uma parte da opinião pública alemã. O jornal Bild, o mais vendido no país, publicou nesta sexta-feira um texto com “sete razões para o parlamento votar ‘não’”. Segundo a publicação, o Grexit, ou seja, a saída da Grécia da zona do euro, é a melhor opção.

Plano de rigor

Merkel, junto com os parceiros europeus, impôs um intenso programa de austeridade a Atenas. O pacote prevê a redução das aposentadorias, o aumento do Imposto sobre Valor Agregado e a obtenção de 50 bilhões com a privatização de empresas, com o objetivo de pagar as dívidas e recapitalizar os bancos gregos.

Apesar dessas medidas, o ministro alemão das Finanças reafirmou na véspera do voto que uma saída provisória da zona do euro será provavelmente a melhor solução para a Grécia. Parte dos conservadores compartilham a opinião de Schäuble.