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UE realiza maratona diplomática em busca de solução para a crise migratória

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Migrantes protestam na fronteira entre Sérvia e Hungria REUTERS/Stoyan Nenov

Os países da União Europeia, divididos em relação às soluções para a crise migratória, participam esta semana de uma verdadeira maratona diplomática para tentar encontrar uma resposta conjunta ao grande fluxo de migrantes, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Nesta segunda-feira (21), os chefes da diplomacia de Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Romênia e Letônia, que se opõem às cotas de migrantes, se reúnem em Pagra com o ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, país que atualmente preside a UE, para tratar da crise.


O encontro abordará temas como proteção das fronteiras e como diferenciar os refugiados dos migrantes econômicos. A Hungria, que já fechou a fronteira com a Sérvia, agora está construindo um muro de 41 km na fronteira com a Croácia.

Ministros do Interior

Na terça-feira (22) os ministros do Interior dos 28 estados-membro devem chegar a um acordo sobre um esquema de divisão voluntária, e não obrigatória, de 160 mil refugiados, para aliviar a situação nos países  que estão na linha de frente, como Itália, Grécia e Hungria.

Na quarta-feira (23), uma cúpula extraordinária com os chefes de Estado e de governo da União Europeia debaterá as estratégias a longo prazo para resolver a crise e principalmente o desenvolvimento da cooperação com a Turquia e os países vizinhos da Síria, para tentar manter os refugiados perto de suas casas.

Poder da Frontex

O aumento do poder da Frontex, a agência europeia encarregada de controlar as fronteiras, e a criação de centros de acolhimento e de triagem também estarão em pauta.

Outro ponto em debate será a elaboração de uma lista de países seguros, cujos habitantes não terão direito a pedir asilo. Os países também pediram mais ajuda ao Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) e ao Programa Mundial de Alimentação .