rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Crise no governo e na monarquia sacodem a Espanha

A Espanha vive um momento difícil: pela primeira vez na história do país um membro da casa real, a infanta Cristina de Bourbon, irmã do rei Filipe 6°, senta no banco dos réus indiciada num caso de fraude fiscal. Além disso, a questão da independência da Catalunha volta ao centro das atenções políticas com a eleição de um novo presidente e os partidos que concorreram às eleições gerais e não obtiveram maioria absoluta não chegaram a um acordo de governabilidade.

Fina Iñiguez, correspondente da RFI na Espanha

Cerca de 600 jornalistas se credenciaram para cobrir o primeiro dia do julgamento do chamado "caso Nóos", que durou 13 horas e começou nesta segunda-feira com a irmã do rei da Espanha, Cristina de Bourbon, e seu marido, Iñaki Urdangarin, acusados do desvio dos cofres públicos de 6 milhões de euros, o equivalente a mais de 26 milhões de reais.

Este é um momento amargo para a irmã do rei e para a própria instituição real. O genro do rei, Iñaki Urdangarín, e seu ex-sócio, Diego Torres, são acusados de terem superfaturado através do Instituto Nóos contratos com os governos regionais das Baleares e de Valência. A promotoria pede uma pena de 19,5 anos para Urdangarín e 16,5 anos para o seu sócio.

A queixa vem da associação ultradireitista espanhola “Mãos Limpas”, que pede para a princesa uma pena de 8 anos para Cristina de Bourbon supostamente envolvida - como sócia do marido- na empresa Aizoon. Segundo a acusação, o Instituto Nóos desviava verbas para pagamento de contas domésticas no valor de 337.138 euros, cerca de um milhão e meio de reais.

O julgamento será retomado no dia 9 de fevereiro e deverá durar até junho. A promotoria e a defesa pediram o arquivamento da queixa contra a irmã do rei, o que para alguns analistas põe em jogo a credibilidade das instituições do Estado. Até 9 de fevereiro, a corte deverá decidir se julga ou não Cristina de Bourbon.

Catalunha reabre processo de independência

Contrariando todos os prognósticos, a Catalunha reabriu o processo pela independência elegendo -no último instante - o presidente do governo regional.

O ex-presidente Artur Mas decidiu deixar que outro candidato, Carles Puigdemont, até agora prefeito de Girona, e da mesma formação política de centro-direita que Artur Mas, desbloqueasse as negociações com o partido anticapitalista CUP, depois de mais de três meses de desentendimento.

Puigdemunt vai tomar posse nesta terça-feira e, de acordo com o discurso no ato da nomeçao de domingo, vai dar continuidade ao roteiro marcado por “Junts pel Sí” (“Juntos pelo Sim”, em catalão) que pretende levar a Catalunha a se desligar da Espanha em 18 meses.

Artur Mas não quis correr o risco de convocar novas eleições e, diante da possibilidade de enfraquecer o movimento independentista, resolveu ficar em segundo plano, embora não fora do cenário político. O ex-presidente catalão deu passagem a Carles Puigdemont, mas vai continuar dirigindo o partido Convergência Democrática e disse que poderá voltar a ser candidato, embora a Catalunha tenha que esperar pelo menos 12 meses para convocar novas eleições. Puigdemont afirmou que conta com o apoio de Mas e que vai negociar a independência da Catalunha com o Estado espanhol e a Europa.

Novo governo ainda não foi definido

A Espanha também continua sem governo. O premiê espanhol Mariano Rajoy, totalmente contra o projeto de independência catalão, ainda não conseguiu acordos para formar un novo governo, apesar de declarar, insistentemente, que a melhor opção de estabilidade para a Espanha é formar um governo com apoio dos socialistas e do partido de centro-direita Ciudadanos.

No entanto, o líder dos socialistas, Pedro Sánchez, tem outros planos: ele já anunciou que gostaria de formar um governo progressista com o apoio do partido da esquerda radical Podemos e também com Ciudadanos. Na falta de maioria absoluta, quatro partidos com quatro ideologias diferentes, buscam urgentemente acordos para governar o país e enfrentar a nova situação de uma Catalunha governada por independentistas. O prazo termina nesta quarta-feira.

Sob embalo de vitória de Lula, esquerda latino-americana se reúne em Buenos Aires

Deputados árabes de Israel fazem greve de fome contra violência e inação da polícia

Congresso americano começa a votar trâmite de impeachment do presidente Donald Trump

Ventos semelhantes a furacão colocam Califórnia em alerta máximo contra incêndios

Número de refugiados e migrantes venezuelanos no mundo vai superar em breve o de sírios

Uma pedra no sapato de Bolsonaro: o peronismo volta ao poder na Argentina

Argentina: peronista Alberto Fernández pode vencer eleições presidenciais no 1° turno

Espanha exuma restos mortais de Franco, enterrado ao lado de vítimas da guerra civil

Realizando protestos diários, Catalunha monopoliza debate político antes de eleições legislativas

Evo Morales enfrentará inédito segundo turno na Bolívia e perde controle no Congresso

Elizabeth Warren desponta como a pré-candidata preferida dos democratas

Turquia ignora sanções dos EUA e promete intensificar ataques no norte da Síria

Partido ultraconservador vence eleição na Polônia e prosseguirá reformas controvertidas

Alemanha: autor de ataque contra sinagoga afirma ter sido motivado por ideias de extrema direita