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Cameron: propostas para que Reino Unido fique na UE são insuficientes

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O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron (à esq.), e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, antes da reunião na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica, 29 de janeiro de 2016. REUTERS/Francois Lenoir

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou nesta sexta-feira (29) que as propostas que chegam de Bruxelas para que o Reino Unido permaneça na União Europeia (UE) "não são suficientemente fortes". Ele se disse animado com o avanço das negociações, mas destacou que ainda falta "força" nas ofertas do bloco europeu.


"Estou animado porque as ideias levantadas têm um pouco de força", mas "não são suficientemente fortes", disse Cameron, em Bruxelas, em uma entrevista à rádio BBC.

O Reino Unido deve realizar um referendo sobre a questão até o final de 2017. Cameron se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker para tratar da questão. No domingo, será a vez de o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ir a Londres para se reunir com o primeiro-ministro britânico.

"É encorajador que instituições como a Comissão Europeia venham com novas ideias, mas ainda falta muito até ver algo com que possamos estar de acordo", afirmou o primeiro-ministro, que se reunia com o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

Exigência delicada para diminuir a imigração

Cameron exigiu quatro reformas na União Europeia para tomar a sua decisão e recomendar aos britânicos que permaneçam no bloco. As demandas britânicas serão discutidas entre todos os países do bloco, em uma cúpula prevista nos dias 18 e 19 de fevereiro em Bruxelas.

O ponto mais delicado e que teve a pior recepção entre seus sócios europeus é o de reduzir as ajudas sociais aos europeus que vivem no Reino Unido. A esperança do governo é diminuir a imigração, mas essa medida é considerada discriminatória pelas lideranças europeias.

Britânicos querem que Reino Unido saia da UE

O número de britânicos favoráveis a uma saída de seu país da União Europeia (UE) aumentou após os atentados de Paris e as agressões na cidade alemã de Colônia. Uma recente pesquisa realizada pelo insituto Survation apontou que 53% da população quer que o Reino Unido deixe o bloco.

A pesquisa destaca a influência dos atentados de Paris, que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos em novembro, e os episódios de violência na noite de Ano Novo em Colônia, quando centenas de mulheres foram agredidas sexualmente, para explicar essa mudança de opinião.

Um total de 34% dos pesquisados afirma que os ataques jihadistas na capital francesa os incitam a votar por uma saída da UE. Já 38% disseram que se tornaram mais favoráveis a votar a favor do "Brexit" (saída do Reino Unido da UE) após os incidentes na Alemanha, onde, segundo a polícia, os agressores da noite da virada seriam em sua maioria homens originários do Norte da África e do Oriente Médio.

(Com informações da AFP)