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Rei da Espanha anuncia dissolução do Parlamento e novas eleições

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O rei Felipe VI esperou, até a última hora, uma proposta para formar um governo de coalizão. REUTERS/Juan Carlos Hidalgo/Pool

O rei Felipe VI da Espanha anunciou nesta terça-feira (3) a dissolução do Parlamento e assinou um decreto para a organização de novas eleições no dia 26 de junho, diante do impasse político no país.


“Esperamos que todos tenham aprendido a lição e que o governo feche um acordo o mais rápido possível”, declarou o presidente da Câmara Baixa, Patxi Lopez, confirmando a decisão do rei espanhol. Depois de quatro meses de discussões, os parlamentares não conseguiram formar uma coalizão na Espanha desde as eleições de dezembro.

A sessão parlamentar que marca o início da nova legislatura está marcada para o próximo dia 19 de julho, de acordo com Lopez. “Esta é a primeira vez na história da nossa democracia que não conseguimos cumprir o mandato”, disse à imprensa. Desde o fim da ditadura franquista, em 1977, o país não tinha vivido uma crise política desse porte.

Nas eleições legislativas, que aconteceram em 20 de dezembro, os dois principais partidos, que se alternavam no governo no país, tiveram que dividir os votos com novas forças políticas, criando um desequilíbrio parlamentar.

Eleitores votaram em novos partidos

O Partido Popular, que está no poder desde 2011, chegou em primeiro nas últimas eleições mas obteve apenas 123 cadeiras no Parlamento, em vez das 186 necessárias para obter a maioria. O Partido Socialista registrou o pior resultado de sua história, com 90 cadeiras, contra 110 em 2011. Os números são insuficientes para a formação de uma coalizão.

Os eleitores, traumatizados pela austeridade e a corrupção, apoiaram a emergência de duas novas formações: o Podemos, da esquerda radical, terceira força política com seus aliados, obteve 65 cadeiras, e o Ciudadanos, de centro-direita, teve 40 votos.

Desde então, a Espanha é dirigida pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, que não está autorizado a realizar nenhuma reforma. Esta situação pode se prolongar até o mês de agosto, algumas semanas depois da sessão parlamentar do dia 19 de julho, que abrirá uma nova etapa de consultas para a formação de um gabinete.