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Grécia tenta aprovar pacote de reformas no Eurogrupo

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Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego (e) e Euclide Tsakalotos, ministro das Finanças (d), durante sessão parlamentar em Atenas nesta sexta-feira, 6 de maio de 2016. REUTERS/Alkis Konstantinidis

O ministro grego das Finanças, Euclide Tsakalotos, convocou neste sábado seus colegas da zona do euro a aprovarem na reunião da próxima segunda-feira as reformas realizadas por seu país, o que "contribuiria para transformar o círculo vicioso das medidas de austeridade em um círculo virtuoso baseado no crescimento".  


Segundo Tsakalotos, "a Grécia precisa de uma declaração clara sobre as medidas que estão ocorrendo e sobre as que serão adotadas. Isto certamente ajudaria a fazer os investidores confiarem novamente no país". O texto faz parte de uma carta enviada por ele a seus colegas da zona do euro.

Prevista para esta segunda-feira (9), a reunião do Eurogrupo retomará a avaliação das reformas na Grécia, exigidas pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), após o empréstimo internacional concedido ao país no verão de 2015. Estarão presentes na ocasião os 19 ministros das Finanças da zona do euro. Depois de meses de discussões, as reformas não conseguiram a aprovação dos credores, particularmente por causa das divergências entre a UE e o FMI.

A Grécia vive um momento especialmente conturbado, com o debate sobre a controvertida reforma da aposentadoria no Parlamento, e a greve que afeta transportes, em sua maioria públicos, como metrôs e ônibus. Os barcos também permancerão ancorados até terça-feira, devido à greve do poderoso sindicato dos marinheiros, impedindo as ligações marítimas entre o continente e ilhas gregas.

Críticas e cartas

Segundo informações do jornal Financial Times desta sexta-feira (6), a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, não considerou "confiável" a maneira como a Grécia pretende responder às novas exigências de seus credores (respectivamente UE e FMI) em caso de desvio orçamentário. Lagarde, que considera a meta muito ambiciosa, escreveu uma carta ao Eurogrupo, onde menciona o "segundo bloco" de reformas que seria imposto ao governo grego, caso ele não respeite a meta de superávit primário (antes do pagamento dos juros da dívida) de 3,5% do PIB em 2018.

Segundo a diretora do Fundo Monetário Internacional, "o mecanismo que Atenas propõe (para o segundo bloco de reformas) não inclui essas reformas e, sim, medidas ad hoc não muito confiáveis nem desejáveis, pois acrescental a incerteza".

Já o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, sinaliza na direção de uma diminuição da dívida grega. "A reunião do Europrupo na próxima segunda-feira deverá encontrar um meio de auebrar este círculo vicioso", afirmou. "Todo mundo sabe que um alívio do montante desta dívida ocorrerá em um momento ou outro. Tentar adiar isto eternamente não faz sentido", disse o vice-chanceler alemão.

Os credores da União Europeia e do FMI solicitaram recentemente medidas adicionais de 3,6 bilhões de euros, mas Euclide Tsakalotos afirmou "que um tal pacote de medidas não poderia ser votado pelo atual governo e nem por algum governo democrático". O ministro grego das Finanças lembrou ainda que seu governo já aceitou medidas da ordem de 5,4 bilhões de euros e que o Parlamento se prepara para votar neste domingo (8) uma reforma da previdência e tributária.