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Rússia União Europeia Sanções Crimeia

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UE prolonga sanções contra a Rússia por mais um ano

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Vladimir Putin disposto a colaborar com a Europa, apesar das sanções. REUTERS/Grigory Dukor

A União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira (17) que vai prolongar por mais um ano as sanções impostas contra a Rússia após a anexação da Crimeia em 2014. Apesar da medida, que tem consequências diretas nas relações comerciais de Moscou com o bloco, o presidente russo Vladimir Putin se diz disposto a colaborar com a Europa.


Segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira, as sanções, que serão prolongadas até 23 de junho de 2017, dizem respeito principalmente aos “investimentos” e às “importações de produtos originários da Crimeia ou de Sebastopol na União Europeia”. Com isso, nenhum europeu ou empresa baseada na UE poderá comprar imóveis ou investir na região. Além disso, as atividades ligadas ao turismo, como navios de cruzeiro, “não poderão fazer escala nos portos da península, exceto em casos de urgência”.

As sanções, que estremecem as relações entre Bruxelas e Moscou desde 2014, haviam sido impostas inicialmente por apenas seis meses. A União Europeia lembrou recentemente que o bloco não reconhece a “anexação ilegal da Crimeia e de Sebastopol pela Rússia”, que é acusada de apoiar e armar, no leste da Ucrânia, os rebeldes separatistas.

Em resposta, Moscou ameaçou prolongar até o fim de 2017 o embargo aos produtos alimentares procedentes da UE, uma medida que tem um peso financeiro considerável para os agricultores europeus.

Putin disposto a cooperar

Apesar do contexto, a Rússia está disposta a dar um passo em direção aos europeus, anunciou nesta sexta-feira o presidente Vladimir Putin. O chefe de Estado afirma que seu país não é responsável pelo declínio das relações com o bloco. “Mas nós, como afirmamos em nosso país, não somos rancorosos e estamos dispostos a dar um passo para nossos sócios europeu", completou, antes de advertir, no entanto, que isto "não pode acontecer, certamente, em um único sentido".

Diante de uma plateia que contava com o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, o presidente cazaque Nursultan Nazarbayev e investidores estrangeiros, Putin pediu o restabelecimento da confiança nas relações russo-europeias. "A UE, apesar dos problemas conhecidos em nossas relações, continua sendo um sócio econômico e comercial chave para a Rússia. Não somos indiferentes ao que acontece com nossos vizinhos, à economia europeia", completou o chefe do Kremlin.