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Rei Felipe 6° recebe partidos espanhóis e tenta encerrar crise política

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O rei da Espanha Felipe 6° e o presidente do Parlamento, Patxi Lopez, em 26 de abril de 2016 no Palais Royal AFP PHOTO/ POOL/ ANGEL DIAZ

O rei Felipe 6 da Espanha recebe nesta segunda-feira (24) diferentes dirigentes de partidos políticos para negociar a formação de um novo governo no país. O objetivo é colocar um fim a dez meses de crise política no país.


Neste domingo, o comitê federal do Partido Socialista Espanhol (PSOE) decidiu não participar da votação no Congresso para autorizar o premiê Mariano Rajoy a formar um governo minoritário. O voto de confiança deve acontecer no final da semana.

O rei Felipe 6° deve se reunir com o primeiro-ministro espanhol nesta terça-feira à tarde. Rajoy deverá convencê-lo de que será possível obter a confiança do Congresso, formado por 350 deputados, com os 137 votos do representants do Partido Popular, de direita, e os 32 dos centristas dos Ciudadanos.

Se for o caso, o rei poderá designá-lo para formar um novo gabinete amanhã. O anúncio será feito pela presidente da Câmara dos Deputados, Anna Pastor, que convocará os debates parlamentares. A Constituição prevê dois votos, espaçados de 48 horas. Rajoy precisa de maioria absoluta no primeiro turno e, no segundo, apenas mais parlamentares favoráveis ao voto. A primeira votação acontecerá na quinta-feira (27) ou sexta-feira (28) e a segunda seção no sábado ou domingo.

Voto deve acontecer depois do retorno do rei

Como o rei Felipe 6 estará presente na Cúpula Ibero-Americana de Cartágena, na Colômbia, muitos parlamentares defendem que a votação e o debate não ocorram antes do retorno do monarca. De acordo com a Constituição espanhola, o voto deve acontecer antes do dia 31 de outubro à meia –noite. Se essa regra não for respeitada, o Congresso será dissolvido e os espanhóis voltam às urnas em dezembro.

Se Rajoy obtiver a autorização do rei para constituir um novo gabinete, ele iniciará um de seus mandatos mais difíceis: ele terá, em princípio, um apoio minoritário no Congresso, tendo que negociar individualmente com os parlamentares a adoção de novas medidas.