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Brasil quer resgatar credibilidade em Davos

Por Augusto Pinheiro

O governo brasileiro mandou uma comitiva de peso para o Fórum Econômico Mundial de Davos, que começou na terça-feira (17) na cidade suíça.

Neste ano, participam do Fórum os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Desenvolvimento, Marcos Pereira, e de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O presidente Michel Temer também planejava ir, mas desistiu para acompanhar a reta final das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados.

Para a economista Lia Valls, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, a principal intenção da comitiva brasileira é esclarecer a saída da ex-presidente Dilma Rousseff.  “Alguns países, inclusive desenvolvidos, acham que essa mudança de governo no Brasil não foi tão constitucional. Existe uma preocupação de esclarecer o que foi a saída da presidente Dilma e a entrada do Temer, mostrar que está dentro da constitucionalidade do país, que há uma estabilidade política, que as instituições continuam sem problemas", diz.

Na sua opinião, esse é o motivo da presença do procurador-geral da República. “Acho que o Janot vai pra isso, para mostrar a legalidade do regime, do ponto de vista do atual governo. Depois tem toda a discussão sobre o combate à corrupção, Lava-Jato, que obviamente cria uma estabilidade para o investidor.”

Para resgatar a credibilidade, perdida também com o desequilíbrio fiscal e a grave recessão, o governo quer mostrar que há estabilidade econômica.“O governo quer vender a imagem de uma economia segura, estável, com um cenário favorável para negócios. Essa equipe quer mostrar que os riscos passaram e que se está tentando fazer reformas privilegiadas, como a fiscal e a da previdência, dentro de um ambiente constitucional e legal”, ressalta.

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Para Lia Valls, há uma melhora real da situação econômica do Brasil. “O instituto alemão Ifo mostrou que o índice de expectativa do Brasil, que mostra a opinião de empresários e de especialistas, estava bem favorável, logo após a mudança do governo. Os próprios índices da Fundação Getúlio Vargas também mostram isso.”

A questão principal do Fórum Econômico Mundial de Davos, cujo tema é Liderança Responsiva e Responsável, é a retomada do crescimento econômico global. “Ainda há uma dificuldade para os países nesse sentido. O último relatório do Banco Mundial prevê crescimento de 2,7% para 2017, um aumento pequeno de 0,3%. O relatório diz que a queda do preço das commodities teria estancado, favorecendo os países exportadores, como o Brasil. Ninguém espera um boom, mas maior estabilidade. A economia americana deve ter performance positiva, e o Brexit não teve o efeito tão negativo esperado.”

Na área de comércio, o ministro Marcos Pereira vai aproveitar para conversar com representantes de países com os quais o Brasil quer fechar acordos comerciais como México e Canadá. Ele também vai lançar as negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechenstein. 

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