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Marine Le Pen Extrema-Direita

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Marine Le Pen prevê 'despertar' da Europa de direita em 2017

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Marine Le Pen discursa em encontro de extrema-direita, na Alemanha. REUTERS/Wolfgang Rattay

Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, previu neste sábado (21), em um congresso de partidos populistas e de ultradireita na Alemanha, uma revolta eleitoral dos povos europeus em 2017, após o Brexit e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos.


Com os inesperados êxitos do Brexit e de Trump, "2016 foi o ano em que o mundo anglo-saxão despertou. 2017 será, e estou certa disso, o ano do despertar da Europa continental", declarou Le Pen em Coblença durante uma reunião dos partidos membros do grupo Europa das Nações e das Liberdades (ENL) do Parlamento Europeu.

Os eleitores de França, Alemanha e Holanda - países onde serão realizadas em 2017 eleições cruciais - "podem mudar a face da Europa", disse a líder da Frente Nacional (FN) francesa. "Agora é preciso passar à próxima etapa, na qual não nos contentaremos em ser uma minoria no Parlamento Europeu, a etapa na qual seremos majoritários nas urnas em cada eleição", proclamou a política francesa diante de centenas de pessoas que a aplaudiram.

Torcendo para vitórias de extremistas na Alemanha e Holanda

Além de confiar em seu êxito na eleição presidencial francesa de abril-maio, à qual é candidata, Le Pen desejou as vitórias do Alternativa para a Alemanha (AfD), de Frauke Petry, nas legislativas de 24 de setembro e dos holandeses do Partido pela Liberdade (PVV), de Geert Wilders, nas eleições de março.

"Essas vitórias podem mudar a face da Europa, se chegarmos ao poder em cada um dos países da União (Europeia) e pudermos organizar de forma concertada um abandono do antigo mundo", acrescentou a dirigente. Em seu discurso, Le Pen voltou a atacar seus habituais alvos, como o euro, que deixa os Estados "atados", ou a "tirania" da União Europeia (UE) e suas elites.

"Quem dorme na democracia pode acordar em uma ditadura"

Também criticou duramente a chanceler alemã, Angela Merkel, e sua política de acolhimento de refugiados, "uma catástrofe cotidiana" que levou à chegada à Alemanha, em 2015, de mais de um milhão de migrantes.

Paralelamente, cerca de três mil manifestantes, segundo a polícia, se reuniram para denunciar a reunião. Os manifestantes mostravam imagens de Hitler e Mussolini e se reuniram vigiados por cerca de mil policiais. Em um dos cartazes, lia-se: "Quem dorme na democracia pode acordar em uma ditadura".

(com informações da AFP)